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VI Prêmio Emerj Mulheres do Ano homenageia cinco personalidades
O desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, corregedor-geral da Justiça, participou da cerimônia do Prêmio Emerj Mulheres do Ano – 2026, nessa quarta-feira, 1º de julho, no Auditório Desembargador Nelson Ribeiro Alves, no Fórum Central. Ele entregou o Troféu Romy a uma das agraciadas, a professora Odete Medauar.
“Sempre fui incentivada, prestigiada pelas minhas chefias masculinas, meus colegas homens, meus chefes na universidade e em todos os lugares por onde eu passei. Eu sou obrigada a fazer essa declaração, homenageando todas essas pessoas que sempre me abriram portas e me incentivaram”, disse a professora.
Outras 4 mulheres foram agraciadas. A professora Hildete Pereira de Melo pontuou a importância da presença das mulheres nos espaços de poder: “Existe uma questão na história do Brasil, que é a pouca participação das mulheres na política. Nós somos 20% do parlamento, hoje. Meu desejo é que continuemos nesta briga. Enquanto a força existir, estaremos lutando por dignidade, para sermos senhoras do nosso destino.”
Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres no Brasil, ressaltou a importância das pioneiras: “Na minha vida tive a oportunidade de encontrar muitas Romys. Mulheres que abrem as portas, que são inspiradoras para outras mulheres. Todas precisamos de Romys e modelos como as mulheres que estão aqui presentes. Eu, hoje, espero que possamos ser mais Romys para outras meninas e mulheres.”
A bailarina Ana Botafogo destacou a importância da educação e da cultura: “Acredito profundamente no poder transformador da dança, e procuro, todos os dias, divulgá-la e incentivar a sua prática em nosso país. Recebo essa homenagem com muito carinho e emoção, especialmente neste ano em que comemoro 50 anos de profissão.”
A ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), também agraciada, não pode estar presente.
O evento foi conduzido pelo diretor-geral da Emerj, desembargador Cláudio dell’Orto. Ele falou do orgulho em celebrar a carreira vitoriosa de mulheres que contribuem para o desenvolvimento do Brasil.
Entre as autoridades que participaram da cerimônia estavam os desembargadores Adriana Ramos de Mello, coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem); e Wagner Cinelli, presidente do Comitê de Promoção de Igualdade de Gênero e de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios Moral e Sexual e da Discriminação no 1° Grau de Jurisdição (COGEN - 1° Grau); e Natacha Nascimento Gonçalves de Oliveira, conselheira consultiva da Escola.
As juízas Kátia Cilene Bugarim, conselheira consultiva da Emerj, e Milena Angélica Morais Diz, diretora-adjunta da Amaerj, também participaram.
Romy Medeiros
Advogada, ativista social e articulista, Romy Medeiros, que inspirou o nome do troféu – Troféu Romy, dedicou a maior parte de sua vida à causa feminista e aos direitos das mulheres. Foi autora da redação do Estatuto da Mulher Casada (Lei nº 4.121/62), revisão legislativa da situação da mulher casada no Código Civil Brasileiro de 1916, na qual foi permitido que a mulher trabalhasse, viajasse e decidisse sobre a educação dos filhos, sem precisar da autorização do marido.
Especialista em Direito da Família, à frente do Conselho Nacional de Mulheres do Brasil, organização cultural não governamental e apartidária, a jurista premiava as mulheres que se destacavam a cada ano.
A Emerj lançou o Prêmio Emerj Mulheres do Ano, em 2021, reeditando o Troféu Romy como parte do calendário de eventos oficiais da Escola.
NM/ASCOM
Fotos: Diego Antunes/Emerj
Divulgação/CGJ


