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“Informação salva e é poder”, afirma juíza federal militar em palestra sobre prevenção ao assédio
“O assédio é um tema que nunca pode ser esquecido. Nós precisamos, a cada momento, manter viva a discussão, o debate, em torno de um tema que, lamentavelmente, ainda continua presente na realidade brasileira.” As palavras do corregedor-geral da Justiça, desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, deram o tom do evento “Inovações na Prevenção ao Assédio”, nesta quarta-feira, 25 de março, no auditório Desembargador José Navega Cretton.
“Eventos como esse são de suma importância. Estamos em um momento no qual devemos colocar com veemência nossa indignação contra todas essas violências, contra todo esse pensamento machista e inadequado que nós percebemos”, complementou o presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Couto de Castro.
“É muito importante abordarmos esse tema no mês internacional da mulher, que também é um mês para refletirmos sobre a violência contra a mulher em todos os espaços, inclusive no âmbito laboral. Trazer esse tema para o debate, leva os servidores e as servidoras à reflexão, para que saibam o que é assédio, como se defender, como preservar provas, e também onde procurar ajuda”, ressaltou a desembargadora Adriana Ramos de Mello, coordenadora Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem).
A desembargadora Patrícia Serra, presidente do Comitê de Promoção da Igualdade de Gênero e de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios Moral e Sexual e da Discriminação no 2º Grau de Jurisdição (Cogen-2º Grau), pontuou que o Tribunal de Justiça tem uma política interna representativa em relação à promoção da igualdade, à prevenção e ao enfrentamento dos assédios moral e sexual e dos atos discriminatórios no ambiente de trabalho. “Temos várias comissões que velam pela integridade institucional, pelo enfrentamento de práticas abusivas na questão do acolhimento e da escuta qualificada. Nesta instituição, todas as denúncias são sigilosas, não implicam em retaliação e prejuízo à carreira do magistrado e da magistrada, do servidor e da servidora, do colaborador e da colaboradora.”
“O Tribunal de Justiça está cumprindo o seu papel de debater, discutir e fazer com que as pessoas reflitam sobre o tema, todo debate sério traz contribuições”, acrescentou o corregedor.
A juíza federal da Justiça Militar da União Maria Queiroz Aquino, Autora do livro “Manual Antiassédio no Trabalho”, abordou as inovações sobre a prevenção ao assédio na Justiça Militar e o trabalho dentro dos quarteis para conscientização de mulheres e de homens militares. “A sociedade está evoluindo, o tema do assédio está sendo muito debatido e isso permeia todas as instituições. Em todos lugares temos casos de assédio e é nosso dever encontrar maneiras para prevenir que isso aconteça. Informação salva e é poder”, pontuou.
“A resolução do CNJ n° 351 foi instituída em 2020 e, agora, em menos de seis anos, já evoluímos bastante, mas ainda precisamos trazer isso para uma discussão coletiva, compartilhar essa responsabilidade na prevenção ao assédio e na promoção de ambientes mais seguros e saudáveis para os trabalhadores do Poder Judiciário fluminense”, acrescentou a psicóloga do Canal de Acolhimento dos Cogens, Maria Araci Martins.
Entre os magistrados que participaram do evento estavam os desembargadores Caetano Ernesto da Fonseca Costa e Fernando Cerqueira Chagas; a desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Andréa Cunha Esmeraldo; os juízes auxiliares da Corregedoria Juliana Lamar Simão, Cristiane da Silva Lima, Paulo Roberto Fragoso e Marcelo Oliveira da Silva; e a juíza Kátia Cilene Bugarim. Também estiveram presentes os diretores-gerais Vânia Tardin Monnerat (DGAPO), Marcelo El-Jaick Freitas (DGFEX) e Ana Carolina Pessanha (DGAPE), além de servidores e colaboradores do Tribunal.

