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Lançamento do Programa Rio Lilás reúne alunos de escolas municipais e magistrados
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 19/08/2025 15:55

Lançamento do Programa Rio Lilás reúne alunos de escolas municipais e magistrados

"Empatia, respeito, cuidado". Com essas palavras a professora Liliane Heckert definiu o Programa Rio Lilás, lançado nesta segunda-feira (18/8), no Auditório Desembargador Antônio Carlos Amorim, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Orientadora pedagógica do PEJA (Programa de Educação de Jovens e Adultos), Liliane é professora da rede de ensino do município do Rio desde 2003. Ela conta que levou 46 estudantes para o evento e que muitas alunas da escola já sofreram violências de namorados e companheiros, principalmente por não conhecem os seus direitos. “Um projeto como esse, com certeza, pode mudar uma realidade, começando pelo nível de informação. Temos alunos de 16 a 82 anos, que não tiveram oportunidade de estudar quando crianças. A informação é um diferencial. Muitas vezes, eles vêm para a escola pela socialização, pela alimentação e pela informação”.

Por meio da criação de salas de leitura, promoção de rodas de conversa e encontros nas escolas com a participação de membros do Tribunal de Justiça, o Programa Rio Lilás fomentará a prevenção da violência de gênero e a conscientização sobre temas como desigualdade, discriminação e racismo desde os primeiros anos de formação educacional. O objetivo é contribuir para a formação cidadã e crítica de crianças, adolescentes, jovens e adultos.

O corregedor-geral da Justiça, desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, ressaltou que está à disposição do Programa para ir às escolas e conversar com os alunos. “O machismo vai continuar matando até que a sociedade brasileira se conscientize da gravidade do problema. Uma das crises que o Brasil enfrenta é a crise do conhecimento. Ninguém reivindica um direito que desconhece. É preciso levar o conhecimento sobre os direitos fundamentais para as escolas. Eu estou à disposição para contribuir”, destacou o corregedor.

A iniciativa da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem) do TJRJ conta com a parceria das secretarias municipais de Educação e Especial de Políticas para Mulheres e Cuidados. O evento de lançamento do programa reuniu alunos de várias escolas municipais, que lotaram o auditório.

“As crianças são como esponjas, quando você ensina coisas boas elas vão replicar coisas boas. A parceria com o Rio Lilás certamente terá grandes frutos para nossa educação e para a nossa cidade”, destacou Renan Ferreirinha, secretário municipal de educação do Rio.

A ideia do programa é incentivar a reflexão sobre os direitos das mulheres e masculinidades; contribuir para uma cultura de paz, respeito e equidade de gênero desde a infância; aproximar o Judiciário da comunidade e fortalecer a rede de enfrentamento à violência contra mulher. 

“Hoje é um dia que traz um marco, abrimos o Rio Lilás com o ideal de construir uma escola segura e justa para meninas e mulheres”, pontuou o presidente do Tribunal, desembargador Ricardo Couto de Castro.

“Esse projeto visa fomentar a conscientização social acerca da violência doméstica contra meninas e mulheres, refletir sobre direitos das mulheres e a masculinidade tóxica, contribuir para uma cultura de paz nas famílias, nas escolas e na sociedade, aproximar o Poder Judiciário das escolas”, destacou a desembargadora Adriana Ramos de Mello, coordenadora da Coem.

A 1ª vice-presidente do TJRJ, desembargadora Suely Lopes complementou:  Eu não acredito em nada que seja de transformação social, transformação de autoconhecimento, que não seja através da educação”.

A farmacêutica bioquímica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que ficou paraplégica após tentativa de assassinato pelo ex-marido, foi uma das convidadas. A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/ 2006)  recebeu esse nome em sua homenagem. Para a palestrante, que falou por videoconferência, o Rio Lilás foi a realização de um sonho antigo. “Este não é apenas um evento de celebração, mas sobretudo um evento de compromisso com a vida e os direitos humanos das mulheres. Eu fico profundamente emocionada ao saber que a partir de hoje o Rio Lilás levará amor, igualdade, respeito e resolução não-violenta de conflitos para dentro das escolas, envolvendo a juventude e a educação de jovens e adultos”, concluiu.

Também participaram do evento a juíza auxiliar da presidência Alessandra de Araújo Bilac Moreira Pinto; a juíza Mirian Zamper de Rezende, idealizadora do projeto Pará Lilás; os juízes Lorany Serafim Morelato e Cristiano Diniz da Silva, idealizadores do projeto Paraná Lilás; e a secretária das Mulheres do Rio de Janeiro, Joyce Trindade, entre outros magistrados.

Agenda do Rio Lilás

Em setembro, a primeira unidade a receber o programa é o Ginásio Experimental Tecnológico Darcy Vargas, no bairro da Saúde. O encontro acontecerá no dia 5 e reunirá a juíza Elen de Freitas Barbosa e alunos do 5º ano da unidade. 

No dia 18, o programa chegará ao Ciep Avenida dos Desfiles (EJA), no Setor 12 do Sambódromo, na Cidade Nova, com a participação da juíza Luciana Fiala.

A coordenadora da Coem, desembargadora Adriana Ramos de Mello, tem encontro marcado com os alunos do 6º ano do Ginásio Experimental Tecnológico Jenny Gomes, no Rio Comprido, dia 24 de setembro.

 

NM/ASCOM

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