Caso Ágatha: três testemunhas depõem e nova audiência é marcada para 28 de março
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 03/03/2022 19:34

                                                                                      Testemunha é ouvida na continuação da Audiência de Instrução do caso Ágatha

O 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro prosseguiu nesta quinta-feira (03/03) com a prova de acusação contra o policial militar Rodrigo José de Matos Soares, acusado de ser o autor de disparo que matou a menina Ágatha Vitória Sales Félix.  O crime ocorreu na noite do dia 20 de setembro de 2019, no Complexo do Alemão, Zona Norte da cidade. A menina, de 8 anos, estava dentro de uma Kombi com a mãe quando foi baleada nas costas durante um suposto confronto da PM com traficantes da região.

Quatro testemunhas indicadas pelo Ministério Público estavam previstas para serem ouvidas nesta quinta-feira, mas uma delas, não foi localizada. Como o MP insistiu na necessidade do depoimento dessa testemunha, a juíza Tula Corrêa de Mello, que presidiu a sessão, marcou a continuação da audiência para dia 28 de março, às 13h.  Na ocasião, além da última testemunha de acusação, deverão ser ouvidas as duas de defesa, e realizado o interrogatório do réu.  

Primeiro a depor, Tiago Gomes dos Santos afirmou que, no dia dos fatos, estava dentro de uma academia quando viu da janela uma motocicleta passar e um PM apontar a arma para os ocupantes do veículo.  Assustada, a testemunha disse ter se abaixado e ouvido os disparos. Tiago afirmou ainda que não havia informação de confronto no local naquele momento. 

As outras duas testemunhas de acusação ouvidas foram os PMs Bruno Luiz de Souza Mayrink e Alanderson Ribeiro Sampaio. O primeiro disse que estava a uns 100 metros de distância do local onde Ágatha foi baleada, num ponto mais abaixo da comunidade.   Contou que viu um atirador se aproximar a pé em um beco e fazer disparos em sua direção.  Bruno, que estava de fuzil, disse que revidou, disparando três vezes e procurou se abrigar, tendo então ouvido vários estampidos em toda a região. 

Já Alanderson contou que estava posicionado do lado oposto ao do PM Rodrigo e não viu o colega de farda atirar. Disse que avistou dois homens numa moto, sendo que o carona estava armado.  E quando ouviu os disparos, procurou se abrigar atrás de uma parede de uma loja de material de construção. 

Processo 0317851-10.2019.8.19.0001  

AB/FS 

Créditos: Felipe Cavalcanti/TJRJ