Magistradas entregam ao presidente do TJRJ proposta de criação de Comitê de Promoção da Igualdade
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 05/01/2021 18:46

Renata de Lima, Katerine Jatahy, Adriana Ramos de Mello, Claudio de Mello Tavares, Tula Mello, Maria Daniella e Cíntia Souto

A criação de um Comitê de Promoção da Igualdade de gênero e de apoio às magistradas e servidoras no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro foi proposta na tarde desta terça-feira (5/1) ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O desembargador Claudio de Mello Tavares recebeu das juízas  Renata de Lima, Katerine Jatahy, Adriana Ramos de Mello, Tula Mello, Maria Daniella de Castro e Cíntia Souto um documento especificando a importância da criação do Comitê, que já conta com o apoio de 152 magistradas. O objetivo é “prevenir e enfrentar todas as formas de discriminação e violência contra as mulheres integrantes do Poder Judiciário”, como diz o documento.

A ideia de criação do Comitê de Promoção da Igualdade surgiu após o assassinato da juíza Viviane Vieira do Amaral pelo ex-marido na véspera do Natal passado. O grupo observou que o feminicídio é a forma máxima de violência contra a mulher e “revela que a desigualdade de gênero atinge a todas as mulheres independentemenete de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda cultura, nível educacional, idade e religião e impõe que o Judiciário adote medidas para impedir que situações semelhantes ocorram.”

- Também aproveitamos para agradecer ao presidente o apoio dado por ele a todas as iniciativas em prol da redução da violência contra a mulher, como a instalação da Sala Violeta em Niterói e em São Gonçalo – disse a juíza Tula Mello sobre o espaço criado dentro dos fóruns desses dois municípios em 2020 para prestar atendimento especializado e humanizado às mulheres vítimas de violência física e sexual.

No documento, as juízas citam uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública que chegou à conclusão que “mulheres com grau de escolarização mais alto tendem a procurar menos ajuda: dentre as mulheres com ensino fundamental, 47,2% afirmaram não terem feito nada (contra os agressores); entre as com ensino superior, a proporção é de 50,7% saltando para 58,6% entre as mulheres com ensino superior.”

Em seus argumentos para a criação do Comitê, elas consideraram, entre outros pontos, o grande número de magistradas e funcionárias do Poder Judiciário do Rio de Janeiro, “as quais necessitam de apoio psicológico e avaliação de risco de relações abusivas que eventualmente estejam vivenciando. O presidente do Tribunal de Justiça se comprometeu a estudar a proposta.