Fonajuv e Fonajup debatem projetos para a infância e a juventude
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 10/09/2019 20:29

O XXV Fórum Nacional da Justiça Juvenil (Fonajuv) e o VII Fórum Nacional da Justiça Protetiva (Fonajup) foram abertos na noite de segunda-feira (9/9), em solenidade que reuniu dezenas de participantes no Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.

A solenidade de abertura foi presidida pelo juiz Sérgio Luiz Ribeiro de Souza, presidente da Coordenadoria Judiciária de Articulação das Varas da Infância e da Juventude e do Idoso (Cevij) do TJRJ, e contou com as presenças dos presidentes do Fonajuv, juiz Carlos Limonji Sterse (TJGO), e do Fonajup, juiz Haroldo Luiz Rigo da Silva (TJSE), entre outras autoridades.

A programação dos fóruns termina nesta quarta-feira (11/9) e inclui debates sobre os cadastros da infância e da juventude; diagnósticos e propostas inovadoras para solução de conflitos; além da apresentação de projetos e boas práticas nas esferas das Justiças estaduais, Federal e do Trabalho, entre outros temas.

O juiz Sérgio Luiz Ribeiro de Souza, ressaltou, na cerimônia de abertura, a importância dos debates para ajudar a solucionar os problemas que crianças e jovens enfrentam no país.

- É um momento muito importante pela infância e juventude no Brasil. Precisamos debater bastante o tema para acabar com aquela perplexidade do judiciário, aquela loteria jurídica. E fóruns como esses são fundamentais para discutirmos esse processo.

Participante da mesa de abertura, o desembargador Luciano Rinaldi, titular da 7ª Câmara Cível, destacou que o caminho para uma sociedade mais justa passa pela oferta de oportunidades aos jovens e crianças.

- Cada um de nós aqui hoje é fruto de uma criação, daqueles que nos ensinaram. Temos que buscar que nossas crianças e adolescentes, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade, tenham as mesmas chances que nós tivemos de um futuro digno.  Com todas elas livres de qualquer forma de negligência, violência, crueldade, exploração e opressão. Nossa Constituição reconhece a família em todas as suas configurações como a base da sociedade e merecedora especial da proteção do Estado.

Também participaram da mesa de abertura a presidente da Amaerj, juíza Renata Gil; o presidente da Associação Brasileira dos Magistrados da Infância e da Juventude, desembargador José Antônio Daltoé (TJRS); o presidente do Fórum Estadual de Juízes da Infância e Juventude do Estado do Rio de Janeiro, juiz Daniel Konder de Almeida; a vice-presidente de Direitos Humanos da Associação dos Magistrados Brasileiros, juíza Julianne Freire (TJTO); o juiz auxiliar da Corregedoria Geral do TJRJ Gustavo Quintanilha; o defensor-público geral do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Pacheco; e a deputada estadual do Rio de Janeiro Tia Ju.

Ao final da abertura, o Coral Infantil da UFRJ e a Camerata Jovem do Rio de Janeiro entoaram clássicos da música brasileira e internacional. Os grupos fazem parte de um projeto social que tem o objetivo de inserir jovens da periferia no mundo da música, além de oferecer uma oportunidade de um futuro melhor, como destacou a professora de canto coral da UFRJ, Maria José Chevitarese.

- O coro completa 30 anos de atividade em 2019. Já passaram por aqui muitas crianças que hoje são adultas, e a nossa alegria é perceber que muitos deles se encontram bem posicionados profissionalmente, com o coral tendo sido um fator importante para esse sucesso – afirmou.

MM/FS

Fotos: Felipe Cavalcanti e Luis Henrique Vicent 

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