Magistrado: problemas de saúde impedem a adoção de mais de oito mil crianças no estado
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 21/02/2018 16:37

O grande desafio que os juízes das Varas da Infância, da Juventude e do Idoso do Tribunal de Justiça do Estado Rio de Janeiro (TJRJ) têm enfrentado é trabalhar com as adoções necessárias, que são as crianças mais velhas, grupo de irmãos e, principalmente, as crianças que tenham algum problema de saúde. Em entrevista à GloboNews na última segunda-feira, dia 19 de fevereiro, o presidente da Coordenadoria Judiciária de Articulação das Varas da Infância, da Juventude e do Idoso (Cevij), o juiz Sérgio Luiz Ribeiro de Souza comentou sobre o programa “O ideal é o real”, criado para colaborar na adoção de crianças especiais.

O magistrado destacou que, atualmente, há no estado do Rio de Janeiro mais de oito mil crianças que não são adotadas por causa de suas condições de saúde. Dessa forma, surgiu a iniciativa do “O ideal é real”, a fim de aproximar os pais habilitados à adoção das crianças e adolescentes desse grupo.

“É comum que os pais cheguem à Vara da Infância com uma criança idealizada, imaginando uma criança que queiram adotar. Mas a gente precisa mostrar e permitir o contato com as crianças reais. Há casos em que os pais adotaram crianças com microcefalia depois de conhecê-las”, avaliou. 

De acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ano de 2017 teve o maior número de adoções de crianças com doenças ou deficiências com 236 processos. Em 2013, um ano antes de uma lei que alterou um artigo no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), acelerando os processos de adoção desses grupos, foram 100 casos. Em 2018 já foram seis casos de adoção.

JGP/JAB

Veja a entrevista do juiz à Globo News

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