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Presidente Ricardo Cardozo anuncia investimentos e destaca produtividade do TJRJ
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 23/06/2023 17:43

                                       Presidente falou aos juízes sobre a transformação que sua gestão está promovendo para levar o Judiciário fluminense à vanguarda nacional

 

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, anunciou nesta sexta-feira (23/6) aos juízes integrantes do 12º Núcleo Regional (NUR), que o objetivo da sua gestão é fazer o TJRJ ocupar a primeira posição no Judiciário nacional. Para alcançar a meta, estão previstos investimentos em tecnologia da informação, numa base de dados estatísticos que vai dar suporte ao gerenciamento das rotinas do tribunal e, principalmente, na capacitação profissional.  

“Temos que pensar no futuro porque o mundo está mudando. O TJ do Rio é o mais produtivo, mas a nossa meta é fazer um tribunal de vanguarda. Estamos em um momento de transição e peço a vocês, magistrados, paciência e crédito até o fim da minha gestão, em fevereiro de 2025. A informática é fundamental e quero colocar o TJRJ no destaque nacional na área jurídica. Espero deixar um legado com a minha administração”, disse o presidente. 

O encontro aconteceu no Fórum do Méier. Integram também o 12º NUR os fóruns instalados na Leopoldina, Madureira, Pavuna e na Ilha do Governador. A reunião começou com o presidente externando a sua satisfação pela oportunidade de dialogar e ouvir dos magistrados as dificuldades com que eles se deparam diariamente no exercício da sua função.  

O juiz Alfredo Marinho indagou se haveria substituição do Processo Judicial Eletrônico (PJe) por outro sistema. O juiz Alberto Republicano de Macedo Júnior, auxiliar da Presidência e responsável pela área de TI, explicou que houve tentativa de substituir o PJe pelo sistema utilizado na Justiça Federal. Diante da impossibilidade, a área de informática do tribunal aposta na melhoria do sistema, com um novo desenho do PJe e que vai permitir o acesso a funções atualmente indisponíveis. Segundo ele, o modelo atual permite a introdução de novos elementos técnicos, que agilizam o desempenho e o tornam mais completo para atender às demandas processuais.  

O juiz Alberto Republicano acrescentou que será realizado um curso técnico com a finalidade de capacitar magistrados e servidores na utilização da nova ferramenta. Para isso, o tribunal firmou um convênio com a Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj) e com a Escola de Administração Judiciária (Esaj). 

Na ocasião, o presidente Ricardo Cardozo lembrou que os planos de modernização na área de informática incluem a aquisição de mais de 10 mil novos computadores, que vão substituir as máquinas mais antigas do tribunal. Um cronograma foi elaborado para a substituição ocorrer, incialmente, na primeira instância e das máquinas mais antigas. A instalação dos novos equipamentos agilizará o andamento dos processos, que são, hoje, quase todos virtuais. 

                                      Durante o encontro no Fórum do Méier, os magistrados  falaram de problemas que vivenciam no dia a dia e sugeriram soluções em parcerias

 

O Tribunal de Justiça do Rio terá um banco de dados que vai municiar a administração e seus magistrados com informações e estatísticas. De acordo com o presidente, a juíza auxiliar da Presidência Fernanda Xavier de Brito, responsável pela área de logística, está coordenando a criação da sala de governança e também do Ideia Rio, uma área destinada a receber sugestões sobre boas práticas. Para a magistrada, o objetivo é  encontrar soluções nas atividades rotineiras dos magistrados. 

Segundo o presidente Ricardo Cardozo, a sua administração está atenta aos problemas enfrentados pelos juízes que, hoje, devem exercer o papel de administrador e não apenas o de julgador. 

O coordenador da Movimentação dos Magistrados, desembargador Luiz Márcio Victor Alves Pereira, disse que a Comissão de Políticas Institucionais para Eficiência Operacional e Qualidade dos Serviços Judiciais (Comaq) tem identificado as dificuldades dos magistrados em atingir a produtividade e está aberta a dar o suporte necessário, a exemplo do que ocorre em Santa Cruz e Bangu. Nesses fóruns, juízes têm sido deslocados para auxiliar no andamento dos despachos.   

Indicada para falar sobre a área criminal, a juíza auxiliar da Presidência Ana Paula Monte Figueiredo lembrou da importância dos cartórios criminais e de Varas de Família alimentarem o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP). O sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) auxilia as autoridades judiciárias da justiça criminal na gestão de ordens de prisão/internação e soltura de pessoas expedidas em todo o território nacional. De acordo com a juíza, a atualização do sistema evita a discrepância de dados e danos, como a prisão de pessoas que já tiveram suspensa a ordem de prisão expedida por um juiz. Também esteve presente a juíza auxiliar da Presidência Renata Guarino Martins.  

As juízas Denise de Araújo Capiberibe, dirigente do 12º NUR, e Claudia Márcia Gonçalves Vidal, diretora do Fórum do Méier, agradeceram a presença do presidente Ricardo Cardozo. A juíza Eunice Bitencourt Haddad, presidente da Amaerj, destacou o fato de ter sido um encontro produtivo em que os juízes tiveram a oportunidade de expor os problemas enfrentados no dia a dia.   

Participaram da reunião, ainda, o secretário de Tecnologia, Daniel Haab; o secretário de Gestão de Pessoas, Gabriel Albuquerque; o secretário de Logística, Bruno Coelho; o secretário de Segurança Institucional, Francisco Matias; e o chefe de gabinete da Presidência, Gilvan Alves.   

 PC/MB

Fotos: Bruno Dantas e Rosane Naylor / TJRJ