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Caso Fernando Iggnácio: debates entre acusação e defesa marcam segundo dia do julgamento 
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 17/07/2026 16h05

O segundo dia do julgamento dos irmãos Pedro Emanuel D'Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D'Onofre Andrade Silva Cordeiro, acusados de matar o contraventor Fernando Iggnácio, teve início nesta sexta-feira, 17 de julho, no I Tribunal do Júri, com os debates da acusação e defesa. 

"Não se trata de um crime no calor da emoção. Estamos diante de um crime praticado por policiais militares, profissionais da arte de matar, e premeditado, calculado", disse a promotora Andrea Fava.

Defesa questiona provas

No início da sua fala, o advogado dos réus Flávio Augusto Campos Fernandes contou como entrou no processo e a sua relação com os acusados. Ele relatou que conhece Sandro, pai de Pedro Emanuel e Otto Samuel, desde quando era estagiário em um escritório de advocacia. “Ele era estofador e fazia trabalhos no escritório em que atuava. Ao longo dos anos, ele seguiu fazendo trabalhos para mim e pediu para que eu defendesse seus filhos”, contou.

Durante as duas horas e trinta minutos, o defensor questionou as provas apresentadas pela Polícia Civil, entre elas a falta de exame papiloscópico em uma das armas encontradas. “A Delegacia de Homicídios deveria ter apurado o caso com seriedade, o que não foi feito neste processo. Não houve prova robusta o suficiente”, afirmou.

Processo nº 0309866-53.2020.8.19.0001