Justiça social em debate: palestra discute relação entre Antropologia e Direito
Da esquerda para a direita estão, a professora Maisa Sampietro, desembargador Wagner Cinelli, professora Bárbara Lupetti e coordenadora Inara Firmino
O que Direito, Antropologia e justiça social têm em comum? A pergunta foi respondida durante uma palestra promovida pelo Núcleo de Atenção e Promoção à Justiça Social (Napjus) nesta quinta-feira, dia 26 de fevereiro. A conferência, realizada em alusão ao Dia Mundial da Justiça Social (20 de fevereiro), ocorreu no Auditório Desembargador Nelson Ribeiro Alves, no Fórum Central, e foi ministrada pelas professoras Bárbara Lupetti e Maisa Sampietro.
Ao abrir a exposição, o presidente do Comitê de Promoção da Igualdade de Gênero e de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e Sexual e da Discriminação do 1º Grau de Jurisdição (Cogen 1º Grau), desembargador Wagner Cinelli, destacou a importância de discutir o tema. “Pensar no Direito sob o olhar da Antropologia é um passo importante para refletirmos sobre o que é justiça social”.
Para a professora do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Veiga de Almeida (PPGD-UVA) Bárbara Lupetti, a ciência que estuda a construção social e cultural do homem pode cooperar na compreensão do papel do Direito. “Uma das contribuições da Antropologia para o Direito é a pesquisa metodológica. Ir ao campo de estudo, conhecer os jurisdicionados e ouvi-los possibilita aos operadores do Direito conhecerem as diferentes realidades sociais”.
A professora e doutora em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) Maisa Sampietro complementou a aula, apresentando a função do Poder Judiciário nas relações sociais. “Quando falamos de justiça social, estamos falando da garantia dos direitos, em especial os da igualdade e da equidade. A Justiça exerce mais do que o poder decisório. Ela é capaz de interferir no sistema de desigualdades ou ser uma ferramenta de perpetuação desses problemas”.
“A palestra de hoje teve o objetivo de pensar sobre a conexão entre o Judiciário e a sociedade, tomando por base os marcadores sociais capazes de atravessar o sistema de Justiça”, concluiu a coordenadora do Napjus, Inara Firmino.
KB/ MG
Fotos: Felipe Cavalcanti/TJRJ