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Magistrados atuam em leitura da comédia “A Moringa Quebrada”
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 06/02/2026 13h46

A imagem mostra o auditório Desembargador Antônio Carlos Amorim” com o público sentado e atento a apresentação no palco. No alto, ao centro, há a identificação do espaço: “Auditório Desembargador Antônio Carlos Amorim”. No palco, acontece uma encenação teatral. Os atores estão distribuídos em diferentes posições: à esquerda, dois personagens sentados atrás de uma mesa com uma grande quantidade de papéis empilhados, sugerindo um ambiente burocrático ou judicial. Ao centro, outros personagens também estão sentados atrás de uma mesa coberta por caixas coloridas empilhadas, formando um cenário geométrico e simbólico. À direita, há mais atores sentados e uma personagem em pé, lendo ou discursando a partir de um papel. O cenário combina elementos cênicos e visuais: ao fundo, painéis coloridos em formato de blocos criam um contraste com duas grandes telas laterais, que exibem imagens de paisagens rurais, como plantações e áreas do campo.

               Comédia "A Moringa Quebrada" faz sua primeira apresentação no Auditório Desembargador Antonio Carlos Amorim


Quando desembargadores e outras autoridades do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) assumem o papel de intérpretes e deixam de lado a formalidade, o resultado é uma plateia cheia e muitas risadas. A leitura dramatizada da comédia A Moringa Quebrada foi realizada nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, no Auditório Desembargador Antonio Carlos Amorim, reunindo desembargadores, juízes e servidores do Tribunal. 

A apresentação integra o programa teatral Justiça em Cena, promovido pelo Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), e levou autoridades do Judiciário a um novo espaço de atuação. Participaram da leitura a magistrada responsável pelo CCPJ, desembargadora Cristina Tereza Gaulia; o diretor-geral da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj), desembargador Claudio Dell’Orto, no papel do Juiz Adão; além dos desembargadores Renato Lima Charnaux Sertã e Marcia Alvarenga. Completaram o elenco a juíza titular do II Tribunal do Júri, Elizabeth Louro; o juiz da Terceira Turma Recursal, Ricardo de Andrade Oliveira; e o secretário-geral da Emerj, Francisco Budal. 

A imagem registra uma encenação teatral realizada em um auditório, com o palco montado de forma a remeter a uma sessão de julgamento. No centro, uma personagem em pé lê um texto, segurando papéis, enquanto outros atores permanecem sentados, também com roteiros em mãos, compondo a cena de forma solene e organizada.  À esquerda do palco, há uma mesa com pilhas de processos e documentos, atrás da qual estão dois personagens, reforçando a ambientação judicial. Ao fundo, dois atores vestem togas pretas, sentados em posição de destaque, sugerindo a figura de magistrados. À direita, outros personagens sentados usam figurinos simples e de inspiração popular, como vestidos, chapéus e suspensórios, criando contraste entre o universo formal da Justiça e o cotidiano das pessoas comuns.  O cenário é composto por caixas empilhadas e painéis coloridos em blocos geométricos, que funcionam como elementos simbólicos da narrativa teatral. A iluminação quente destaca os atores e o espaço cênico. Em uma tela lateral, aparece a projeção da palavra “PROVA 1”, acompanhada de imagens, reforçando o clima de julgamento e análise de fatos.

                 O espetáculo integra o programa teatral Justiça em Cena, promovido pelo Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ)

Na peça, a desembargadora Cristina Tereza Gaulia interpretou Cândida Bravin, a dona da moringa. A magistrada destacou que o dia da estreia costuma deixar todos muito nervosos, sentimento semelhante ao vivido na véspera de uma audiência ou de uma sessão de julgamento. “O teatro é o momento da cultura em que a graça e o drama sobem ao palco. É quando você demonstra, por meio dos personagens, as suas dores, as suas alegrias e o humor. Na preparação, você compartilha uma série de fragilidades, sai daquele papel de magistrado, de servidor da Justiça, e passa a obedecer ao diretor de teatro. Essa desconstrução da formalidade faz um bem emocional, físico e mental enorme”, afirmou. 

A juíza Elizabeth Louro, que deu vida à personagem Isabella Bravin, ressaltou que participar de produções como essa proporciona entretenimento e fortalece a união entre os colegas em cena. 

“A peça mexe com termos jurídicos, faz uma paródia e humaniza muito os juízes e magistrados. Os personagens são humanos, sujeitos a falhas, tudo isso com muito bom humor e leveza”, concluiu. 

A peça 

O evento trouxe ao TJRJ uma releitura de um texto alemão do século XIX, escrito por Heinrich von Kleist em 1806 e encenado pela primeira vez em 1808. A comédia, com adaptação e direção do diretor de Programação do CCPJ, Ricardo Leite Lopes, apresentou ao público uma versão contemporânea da obra clássica. 

O texto original se passa em uma pequena aldeia holandesa e gira em torno do julgamento de um caso aparentemente banal: descobrir quem quebrou a moringa de barro da jovem Bella. A peça expõe, com humor afiado, temas como corrupção, abuso de autoridade e hipocrisia institucional. Na nova versão, a história viaja para o interior do Brasil, e elementos do texto original ganham traços de brasilidade. 

A imagem mostra oito pessoas alinhadas sobre um palco, posando para uma foto após uma apresentação. O grupo é composto por homens e mulheres usando figurinos cênicos, que misturam trajes formais — como togas semelhantes às utilizadas por magistrados — e roupas simples de inspiração popular, sugerindo personagens de uma encenação teatral.  Ao centro, dois homens vestem togas pretas, um deles com gravata vermelha e outro com detalhes em vermelho no traje, remetendo ao ambiente do Judiciário. Entre e ao lado deles, outros integrantes usam roupas de época ou figurinos estilizados, incluindo vestidos, chapéus, suspensórios e peças em tons terrosos e alaranjados, reforçando o caráter artístico da cena.

                           Desembargadores, juízes e servidores assumem o papel de intrépretes na leitura dramatizada da comédia

 

 

VS/ SF

Fotos: Rafael Oliveira/ TJRJ