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Desembargador Carlos José Martins Gomes é homenageado no Órgão Especial com a Medalha de Honra da Magistratura
Notícia publicada por Assessoria de Imprensa em 10/06/2024 18:16
Honraria foi entregue na sessão do Órgão Especial desta segunda-feira, dia 10 de junho

Presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Cardozo, e o desembargador Mauro Dickstein aplaudem o colega homenageado
 

Marcada pela emoção, a sessão desta segunda-feira do Órgão Especial homenageou com a Medalha de Honra da Magistratura o desembargador Carlos José Martins Gomes, que se despede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em vista da sua aposentadoria. A medalha foi entregue pelo presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo, que convidou os desembargadores Mauro Dickstein e Marco Aurélio Bezerra de Melo para acompanhar o homenageado, já que são integrantes do corpo de julgadores da 5ª Câmara de Direito Público.

Na sessão de despedida, os desembargadores que compõem o Órgão Especial foram representados pelo decano, desembargador Luiz Zveiter. Segundo destacou, o desembargador Carlos José foi uma pessoa que procurou realizar o bem, ser solidário a quem batia na sua porta, em Rio Bonito, com pedido de acolhida. Zveiter também se emocionou ao falar de seu pai, o ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça Waldemar Zveiter, a quem disse que estava com a vida complicada. E o pai, contou o desembargador, respondeu: “não diga isso, é a vida que tenho que levar”.

O desembargador Luiz Zveiter, decano do Tribunal, falou ao desembargador Carlos José Martins Gomes em nome dos demais integrantes do Órgão Especial
 

“Hoje não é o final da sua vida. Você sabe que é uma transmutação dentro da sua vida. Desejo muitas vitórias a você”, concluiu Luiz Zveiter.

O desembargador Ricardo Cardozo recordou o tempo em que ele e o homenageado frequentavam o Fórum de São Gonçalo, onde o pai do presidente, antes de ser desembargador, foi juiz do 4º Tribunal do Júri. Além disso, o falecido desembargador Estenio Cantarino Cardozo nasceu em Rio Bonito, cidade em que mora o desembargador Carlos José. O presidente do TJ também mencionou o Kardecismo como elo da ligação de ambos.

“A vida é composta de tempo e Vossa Excelência entra na fase da colheita dos frutos, junto da família constituída. No Kardecismo, aprendemos que o progresso de vida não é a matéria, é a caridade ao próximo. O desembargador é um humanitário e deixou essa semente no tribunal. O Espaço Ecumênico é um orgulho do Tribunal de Justiça. Receba o nosso carinho. As portas continuarão abertas”, disse o presidente.

Os desembargadores Antonio Amado, Muiños Pinheiro, Fernando Chagas, Cesar Cury e Luís Fernando Pinto, saudaram o homenageado com palmas
 

Um dos incentivadores do Espaço Ecumênico, o desembargador Carlos José faz palestras para grupos de servidores e magistrados. Ao agradecer a homenagem, ele traçou um retrospecto da sua carreira após se formar na Faculdade de Direito de Niterói. Começou no Ministério Público, onde esteve por 16 anos, e, em 2006, passou a desembargador do TJRJ.

“Hoje é um dia importante. Agradeço aos colegas magistrados e também aos servidores que dão suporte ao nosso trabalho. Que Deus permita que a nossa justiça, a justiça brasileira, preencha os anseios da população para que tenhamos uma sociedade, uma organização jurídica democrática, para levar à população momentos de maior defesa e felicidade”, concluiu o homenageado.

O desembargador Carlos Marins Gomes em foto com o diretor da Emerj, desembargador Marco Aurélio Bezerra de Melo; com a presidente da Amaerj, juíza Eunice Haddad; e os  desembargadores Mauro Mauro Dickstein, André Mançano, Ricardo Alberto Pereira e Luciano Rinaldi

 

PC/FS

Fotos de Rosane Naylor