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Irmãos são condenados a mais de 30 anos pela morte de Fernando Iggnácio
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 17/07/2026 21h30

Foto do plenário com os promotores à esquerda e o juiz ao centro lendo um papel

                                   O juiz Thiago Portes presidiu o julgamento, que teve início na manhã de quinta-feira, 16 de julho
 

O I Tribunal do Júri do Rio condenou, nesta sexta-feira, 17 de julho, os irmãos Pedro Emanuel e Otto Samuel D' Onofre Andrade Silva Cordeiro pelo assassinato do contraventor Fernando Iggnácio. O crime aconteceu em novembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste da cidade. 

O juiz Thiago Portes, que presidiu a sessão de julgamento, fixou a pena de Pedro Emanuel em 32 anos, 9 meses e 18 dias de prisão. Seu irmão, Otto Samuel, recebeu a sentença de 31 anos, 5 meses e 6 dias. Ambos cumprirão as penas em regime inicialmente fechado. 

Fernando Iggnácio foi vítima de uma emboscada no estacionamento de um heliponto logo após chegar de uma viagem de helicóptero. Segundo a denúncia, os executores ficaram escondidos em um terreno baldio vizinho e usaram fuzis para disparar contra a vítima. 

Na sentença, o magistrado destacou a "frieza e violência exagerada" da ação. Ele ressaltou que Pedro Emanuel, sendo policial militar na época, traiu seu dever funcional ao usar conhecimentos técnicos da corporação para servir à "máfia do jogo do bicho". 

Um dos pontos determinantes para o aumento da pena foi o fato de o crime ter sido cometido na presença da esposa de Iggnácio. Ela estava dentro do helicóptero e presenciou o marido ser atingido a poucos metros de distância. 

Os réus optaram pelo silêncio durante o interrogatório. Após a leitura da sentença, a defesa dos irmãos informou que pretende recorrer da decisão junto à segunda instância. 

Outro acusado, Rodrigo Silva das Neves, já havia sido julgado e condenado em abril deste ano a mais de 32 anos de reclusão pelo mesmo crime.

Apontado como mandante, Rogério de Andrade responde ao caso em um processo separado. Ele está preso em presídio federal. 

Processo nº: 0309866-53.2020.8.19.0001 

AB/MB

Fotos: Brunno Dantas/TJRJ