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TJRJ adere a acordo nacional para ampliar capacitação empreendedora de pessoas privadas de liberdade e egressos do sistema prisional
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 15/06/2026 16h52

A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em uma sala de reuniões do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Os participantes estão posicionados lado a lado ao fundo do ambiente, voltados para a câmera, em um registro institucional. A sala possui paredes revestidas em madeira clara e, ao centro da parede principal, destaca-se a inscrição “Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro” em letras metálicas. À frente do grupo, há uma grande mesa de reuniões em formato retangular, equipada com notebooks, copos de água, documentos e materiais de trabalho, sugerindo a realização de um encontro ou atividade de capacitação. Entre os participantes, há homens e mulheres com diferentes perfis profissionais. Alguns vestem trajes sociais ou esporte fino, enquanto outros usam uniformes pretos identificados com emblemas institucionais.

Juíza titular da Vepema, Cláudia Márcia Gonçalves Vidal, em reunião sobre a adesão ao Acordo de Cooperação Técnica para ampliar capacitação empreendedora de pessoas privadas de liberdade e egressos do sistema prisional

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), por meio da Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas (Vepema), promoveu, na última quarta-feira, 10 de junho, uma reunião de adesão ao Acordo de Cooperação Técnica nº 066/2025. O acordo foi firmado entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A iniciativa institui o projeto Sistema Prisional: Capacitação para Inclusão, uma das metas do Plano Nacional Pena Justa.

O encontro foi presidido pela juíza titular Cláudia Márcia Gonçalves Vidal, no Fórum Central, e contou com a participação de representantes de instituições parceiras que atuam no acompanhamento de pessoas em cumprimento de penas e medidas alternativas, bem como na execução de projetos sociais voltados à reintegração social.

“O principal objetivo deste acordo é oferecer qualificação em empreendedorismo e gestão para pessoas privadas de liberdade, egressos do sistema prisional e seus familiares, promovendo a inclusão profissional, a autonomia financeira e a reinserção social. A iniciativa busca fortalecer competências, estimular a autonomia financeira e ampliar as possibilidades de reinserção social e econômica por meio da geração de trabalho e renda”, destacou a magistrada.

Durante a reunião, a juíza explicou a importância da parceria com o Sebrae em razão do projeto desenvolvido pela instituição, que oferece uma ampla trilha de capacitações para empreendedores, dividida em comportamento, planejamento, finanças e vendas. A proposta está alinhada à estratégia de utilizar o empreendedorismo como ferramenta de transformação social, especialmente para públicos em situação de vulnerabilidade. Por meio de capacitações, orientação técnica e acesso a conhecimentos sobre gestão de negócios, a iniciativa contribui para que os participantes desenvolvam habilidades empreendedoras e construam alternativas sustentáveis de subsistência.

“O Sebrae iniciará, neste mês, uma trilha de capacitações para os réus que cumprem pena em liberdade ou penas alternativas dividida em comportamento, planejamento, finanças e vendas, nas Centrais Integradas de Alternativas Penais do programa Segunda Chance, nos órgãos voltados à prestação de assistência social, jurídica e de empregabilidade aos egressos do sistema penitenciário e suas famílias, bem como em algumas unidades prisionais. Além da qualificação individual, a iniciativa busca reduzir barreiras de acesso ao mercado de trabalho enfrentadas por pessoas egressas do sistema prisional, fortalecendo processos de reintegração social e diminuindo fatores associados à exclusão econômica. Dessa forma, o projeto combina formação profissional, inclusão produtiva e promoção da cidadania, contribuindo para a construção de trajetórias de vida mais autônomas e com maiores oportunidades de desenvolvimento”.

Estiveram presentes na reunião a subsecretária de Reintegração Social Danielle Ramos; a assistente Técnica do Programa Fazendo Justiça (PNUD/CNJ) Mariana Leiras; as representantes do Sebrae Carla Teixeira e Juliana Oliveira, entre outros.

SV/IA