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Visita guiada pelo Arquivo Central do Poder Judiciário encerra Semana Nacional de Arquivos
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 11/06/2026 21h11

A imagem mostra um grupo de visitantes reunido em um espaço interno durante uma atividade de visita guiada. Os participantes estão posicionados em semicírculo, atentos à fala de uma mulher que conduz a apresentação. Ela gesticula enquanto se dirige ao grupo, que acompanha a explicação com atenção. O grupo é composto por jovens e adultos, vestidos de maneira casual, distribuídos ao longo de um amplo corredor iluminado. Ao fundo, há portas de vidro e uma parede com elementos vazados em concreto, que conferem identidade arquitetônica ao ambiente. Próximo à mediadora, algumas cadeiras estão alinhadas junto à parede.

                                                                Estudantes participam de visita guiada no Arquivo Central do TJRJ

A visita guiada “Entre Arquivos, Histórias e Memória”, promovida pelo Departamento de Gestão de Acervos Arquivísticos (Degea) da Secretaria-Geral de Gestão do Conhecimento (SGCON), encerrou as atividades da 10ª Semana Nacional de Arquivos, nesta quinta-feira, 11 de junho. O departamento, gerenciado pelo diretor Márcio Ronaldo Leitão Teixeira, realizou duas visitas guiadas pelo prédio principal: o Edifício Desembargador Júlio Alberto Álvares, em São Cristóvão.

A visita guiada contemplou um percurso pelos setores responsáveis pela gestão e custódia do acervo arquivístico do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro (PJERJ). O circuito foi conduzido pela historiadora Alessandra Elias, em parceria com os chefes de serviço Maria Rosa Susana (Segia), Rosane Barboza (Sedes), Marilea Salazar (Segap) e Ronald Castro (Seate); com o diretor da Divisão de Operações (Diope), Alexandre Leite, e com os historiadores Deivison Souza, Jessica Siqueira, Lara Pinheiro e Maria Eduarda Buy.

“Por meio desse passeio, o público pode ver a evolução do Judiciário na gestão dos processos. Há um tempo, o Tribunal tinha uma metodologia de gerir o acervo judicial de uma forma mais manual. A partir da construção do arquivo neste edifício, em 2005, foi possível implementar melhorias e se aprofundar na riqueza histórica dos documentos”, disse o diretor operacional Alexandre Leite. 

O grupo de visitantes conheceu um pouco mais sobre a história do Arquivo Central e a importância da gestão documental. Por meio da arquivista Andrezza Felizardo, os participantes também puderam conhecer o projeto “Bem-Vindo ao Passado”, na plataforma AtoM, que atualmente disponibiliza o fundo Casa de Suplicação (1808-1833) e a Coleção Samba Carioca (1824-1980). O projeto tem como objetivo disponibilizar para consulta online o acervo arquivístico permanente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). A arquivista e historiadora Juliana Batista também orientou sobre como acessar a Coleção Samba Carioca, que reúne processos judiciais de quatro personalidades do samba da história do Rio de Janeiro: Tia Ciata, João da Baiana, Donga e Heitor dos Prazeres.

Ao final do evento, a chefe do Serviço de Gestão de Instrumentos Arquivísticos e Apoio às Unidades Organizacionais (Segia), Maria Rosa Susana, foi homenageada pelo diretor Gilberto (Diged) e a equipe de arquivistas responsável pela organização do evento Andrezza Felizardo, Débora Cristina Pereira, Juliana Batista, Maria Gabriela Sousa, Marcelle Palhete, Vânia Martini, Vinnie Lucien e Zaltair Ferreira Navarro de Andrade Neto, assim como pelos servidores Katia Cristina Santos Pereira e Neilton Brito Neves em reconhecimento aos anos de dedicação ao Arquivo Central. A servidora entrou no TJRJ em 2000 e foi selecionada para trabalhar no Arquivo, que estava sendo criado naquele ano. Com alegria, ela lembrou dos desafios de ser responsável pela gestão documental, tendo elaborado o Plano de Classificação de Documentos e a Tabela de Temporalidade de Documentos do TJRJ. 

O diretor da Divisão de Gestão de Documentos, Gilberto Cardoso, presentou a chefe de serviço Maria Rosa durante a homenagem

“Quando fui selecionada para atuar no Arquivo, estava pensando em me afastar da arquivologia. Então foi uma grande surpresa integrar a primeira equipe daqui. Foi um desafio imenso pegar a documentação do jeito que estava porque não tinha procedimentos de gestão. Logo, começamos a nos organizar, construímos a tabela de temporalidade e os códigos de classificação. Aplicamos os ensinamentos de gestão e conseguimos organizar toda aquela papelada em algo que pudesse ser analisado, classificado, selecionado, direcionado e estudado”, disse Maria Rosa. 

KB/IA 

Foto: Felipe Cavalcanti/TJRJ