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Justiça Cidadã encerra 48ª turma com palestra sobre funcionamento do Tribunal
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 10/06/2026 10h22

                                                                Edição do programa reuniu 91 participantes, entre as modalidades presencial e on-line 

Após um ciclo de aprendizados sobre Direito, Justiça e cidadania, os participantes da 48ª turma do programa Justiça Cidadã, da Secretaria-Geral de Sustentabilidade e Responsabilidade Social (SGSUS) concluíram suas atividades nesta terça-feira, 9 de junho, com uma palestra sobre a organização administrativa do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), ministrada pelo 3º vice-presidente da Corte, desembargador Heleno Ribeiro Pereira Nunes.

A turma reuniu 91 participantes e consolidou a modalidade híbrida do programa, sendo a segunda edição a combinar atividades presenciais e remotas. Ao abrir o encontro, o desembargador destacou o papel do projeto na aproximação entre o Judiciário e a sociedade. “O Justiça Cidadã nos permite levar às pessoas que não atuam na área do Direito, noções básicas sobre o funcionamento do Poder Judiciário e suas atividades”.

Da esquerda para a direita na mesa: o diretor do Departamento de Acessibilidade e Inclusão Social (DEAIS), Marcio Aguiar; os desembargadores Heleno Ribeiro Pereira Nunes e Cristina Tereza Gaulia; e o secretário-geral da SGSUS, Carlos Eduardo da Costa Menezes 

A palestra apresentou a estrutura administrativa e hierárquica do Tribunal, detalhando as atribuições da administração superior da Corte e esclarecendo dúvidas dos participantes sobre tramitação processual, jurisprudência e outros temas relacionados ao Poder Judiciário.

“O interesse pela ampliação do conhecimento é inerente ao ser humano. E, embora o acesso à informação pareça cada vez mais fácil, a internet muitas vezes oferece um conhecimento superficial e descontinuado. Por isso, em um curso como este, que se renova constantemente com a participação de magistrados, integrantes do sistema de Justiça e servidores, continua trazendo novos aprendizados”, afirmou a coordenadora do Programa Justiça Cidadã, desembargadora Cristina Tereza Gaulia, ao falar sobre a longevidade do projeto, que está completando 22 anos.

Impacto no desenvolvimento pessoal e profissional

Entre as dezenas de pessoas que conquistaram o certificado de conclusão do projeto estava Eliana de Souza Bunn, de 62 anos. Assistente social, ela tem uma história de longa data com o Justiça Cidadã, tendo participado da sua 4ª turma anos atrás. Retornando para a 48ª edição, Eliana afirma que o curso ampliou seu conhecimento sobre direitos e cidadania e teve impacto direto em sua vida profissional e pessoal.  

Segundo ela, os conhecimentos adquiridos ajudaram inclusive a orientar seu marido, um homem trans de 67 anos e servidor do Tribunal de Justiça, sobre seus direitos. Além disso, ela afirma que o projeto lhe deu mais segurança na sua atuação como assistente social, tanto para orientar pessoas em situação de vulnerabilidade, quanto para lidar com questões relacionadas à população trans. “Hoje eu tenho uma base para encaminhar as pessoas para o lugar certo e orientá-las sobre seus direitos”.

                                                               A assistente social Eliana Bunn já participou de três edições do Justiça Cidadã 

O Justiça Cidadã

O programa oferece aulas gratuita sobre noções básicas de Direito, Justiça e cidadania, além de orientar os participantes sobre formas de resolver conflitos sem recorrer à Justiça.

Com duração média de 15 aulas, o curso é ministrado voluntariamente por desembargadores, juízes, servidores públicos e promotores de justiça. As aulas abordam temas como Direito Constitucional, Penal, Civil e de Família, direitos do consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e funcionamento dos Juizados Especiais.

VM/IA

Fotos: Felipe Cavalcanti / TJRJ