TJRJ é o primeiro órgão público do Brasil a receber maratona tecnológica
Maratona Hackathon de Inteligência Artificial da Microsoft foi realizada no IdeaRio
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) foi o primeiro órgão público do país a receber a maratona Hackathon de Inteligência Artificial da Microsoft. Promovida pela Secretaria-Geral de Governança, Inovação e Compliance (SGGIC), a iniciativa tem o objetivo de fomentar a inovação, a colaboração intersetorial e o desenvolvimento de soluções tecnológicas e processuais para os desafios institucionais. O encontro reuniu participantes de unidades administrativas do Fórum Central no Laboratório IdeaRio, nesta terça-feira, 9 de junho.
“Em uma parceria inovadora com a Microsoft, conheceremos hoje uma nova ferramenta ágil capaz de auxiliar na prestação mais eficiente do nosso trabalho. Nosso pioneirismo se refletirá em agilidade, economia e segurança, servindo de modelo para o resto do Brasil”, disse o secretário-geral da SGIGC, Carlos Brasil Cherubini durante a abertura do evento.
A maratona foi ministrada pela equipe de inovação em inteligência artificial (IA) da Microsoft: o diretor de Consultoria Industrial do Setor Público, Carlos Augusto Marques, o engenheiro de soluções de negócios em IA Alexandre Bezerril e a executiva de contas sênior Cecília de Souza.
Letramento e processo criativo com inteligência artificial
O representante Alexandre Bezerril explicou as diferenças entre inteligência artificial e agentes de inteligência artificial, destacando as 16 principais capacidades dessa tecnologia. Segundo ele, uma das primeiras funções desenvolvidas foi a conversão de áudio em texto, recurso que evoluiu para permitir traduções automáticas e simultâneas entre idiomas. A IA também pode analisar, compreender, interpretar e classificar textos, sons e imagens, além de produzir conteúdo em diferentes formatos digitais.
O conhecimento não ficou restrito à teoria. Os participantes se organizaram em equipes em busca de soluções criativas aplicáveis ao contexto do Fórum. Eles foram desafiados a criar um protótipo capaz de democratizar, acelerar e melhorar o fluxo de atendimentos no Balcão Virtual do TJRJ – um serviço instituído durante a pandemia da Covid-19, que foi apresentado aos participantes pelos integrantes do Laboratório de Inovação do Tribunal Marcelo Santos e Flávio Cotta.
Para realizar a atividade, as equipes utilizaram a plataforma Vibe Coding, que reúne ferramentas de apoio ao desenvolvimento de software por meio de comandos em linguagem natural, permitindo que a IA execute a programação enquanto o usuário atua como planejador e coordenador do processo. As propostas deveriam estar baseadas nos pilares do serviço: experiência do usuário, eficiência operacional, automação inteligente, integração tecnológica e segurança e conformidade.
Apresentação dos protótipos
Em seguida, cada equipe teve 10 minutos para apresentar suas propostas de protótipos, com o objetivo de otimizar o atendimento dos usuários no Balcão Virtual.
Uma comissão julgadora, formada pelo diretor-geral de Fiscalização e Assessoramento Judicial (DGFAJ), da Corregedoria-Geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Porto, pelo assessor da Secretaria-Geral de Tecnologia da Informação (SGTEC), Daniel Vermersch, e pelo chefe da serventia da 13ª Vara Cível da Capital, Marcelo Souza do Carmo, avaliaram as apresentações, selecionando os três melhores protótipos.
A proposta apresentada pela equipe da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj) foi considerada a vencedora, seguida por duas equipes de servidores e colaboradores da Secretaria-Geral Judiciária.
A equipe da Emerj: Ulisses Gomes, Renato Cader, Francisco Budal, Denise Werneck e Bianca Farias.
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Foto: Brunno Dantas/TJRJ