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Rio Lilás leva diálogo sobre proteção às mulheres à sala de aula em Rio das Flores
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 17/04/2026 14h27

A imagem retrata uma atividade educativa com estudantes em um ambiente que lembra um refeitório escolar. Os alunos, vestidos com uniformes em tons de azul e cinza, estão sentados ao redor de mesas compridas, organizados em grupos e voltados para a frente, acompanhando a apresentação. À direita, a juíza Katerine Jatahy em pé segura um microfone e fala com o grupo. Ela usa um vestido claro com estampa e cinto, além de óculos, adotando uma postura de condução da atividade. À esquerda, um projetor exibe um slide com o título “Lei Maria da Penha”, acompanhado da imagem de uma mulher em cadeira de rodas.

                                   Juíza Katerine Jatahy visita escola em Rio das Flores e conversa com alunos sobre tipos de violência contra a mulher 

Crianças curiosas e entusiasmadas em um dia diferente na escola. Enquanto a juíza Katerine Jatahy falava, os alunos da Escola Municipal Nephtalina Carvalho Ávila estavam atentos às explicações da magistrada sobre os tipos de violência contra a mulher. Nesta edição, o programa Rio Lilás, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), subiu a serra para chegar a Rio das Flores e dialogar com alunos do 8º ano sobre as diferentes formas de agressão contra a mulher e como agir diante dessas situações. 

A aluna mais participativa da aula foi a Anna Paula Barbosa, de 13 anos. Ela perguntou, explicou sobre os direitos das mulheres e se entusiasmou ao compartilhar seus pensamentos com os colegas. Aquele era o último dia de aula dela, que mudaria de escola por ter ganhado uma bolsa de estudos em outra instituição, o que gerou comoção entre todos. Ainda assim, a jovem destacou a importância de conhecer os diferentes tipos de violência, não apenas a moral e a psicológica, mas, também, a patrimonial, novidade para ela. 

“Foi muito relevante ter falado isso aqui para a gente começar a pensar mais, saber que tem que criar mais leis e mais prevenções para proteger pessoas do sexo feminino. Temos que saber todos os tipos de violência, para não ocorrer com a esposa, com a namorada, com as filhas, porque, no futuro, pode ser eu, pode ser qualquer pessoa que está aqui, sofrendo algum crime desse tipo.” 

A imagem mostra uma atividade educativa com estudantes em um espaço semelhante a um refeitório escolar. Os alunos, usando uniformes em tons de azul e cinza, estão sentados em mesas compridas, voltados para a frente e atentos à apresentação. No centro, uma adolescente está em pé, segurando um microfone e falando para os colegas, assumindo o papel de participante ativa da atividade. Ao lado, juíza Katerine Jatahy — vestindo um vestido claro com estampa e cinto — observa a fala da estudante com atenção, em postura de mediação. À esquerda, um telão projeta um slide com a frase “Não confunda amor com abuso”, acompanhado da imagem de uma pessoa, indicando que o tema da atividade está relacionado à conscientização sobre relacionamentos abusivos e violência.

                                                      Anna Paula Barbosa, de 13 anos, participa da atividade ao lado da juíza Katerine Jatahy

Com menos de 10 mil habitantes, o município de Rio das Flores está localizado na região do Vale do Café e é conhecido por suas fazendas históricas e pelo turismo rural. O encontro também teve um significado especial para a juíza Katerine Jatahy Kitsos Nygaard, que atuou na cidade por três anos. A vice-coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem) ressaltou a importância da parceria do Tribunal de Justiça com o município e outras cidades do interior, que têm menos acesso aos serviços de enfrentamento à violência contra a mulher. 

“Só com a educação que a gente vai conseguir construir uma sociedade mais justa, mais igualitária, em especial, menos violenta contra as mulheres. Os adolescentes estão construindo as suas relações agora e que essas sejam relações mais saudáveis. Com a desmitificação de muitas situações que acontecem na nossa sociedade, em que a violência é normal, é que a gente vai conseguir construir um futuro melhor", destacou. 

A psicóloga do Projeto Violeta na cidade, Ariane Dornelles dos Santos, que atuou desde o fim de 2023 com a juíza, destacou a urgência desse trabalho. De acordo com ela, com a chegada do projeto e a atuação conjunta, muitas mulheres passaram a ter coragem de denunciar. 

O Rio Lilás é para o futuro 

A diretora da Escola Municipal Nephtalina Carvalho Ávila, Maria Helena Macedo César, afirmou que, após o projeto, a expectativa é de que a “sementinha” tenha sido plantada nos alunos. A longo prazo, segundo ela, espera-se uma mudança de postura, com os estudantes levando esse aprendizado também para dentro de casa. 

Grupo de alunos posando para foto

                                           Escola Municipal Nephtalina Carvalho Ávila, em Rio das Flores, recebe projeto Rio Lílas do TJRJ 

Rio Lilás 

Lançado em 18 de agosto, o Rio Lilás é uma iniciativa da Coem, do TJRJ. A ação já percorreu diversas escolas municipais, em parceria com as Secretarias de Educação e de Políticas para Mulheres, promovendo conscientização e orientação sobre direitos. 

VS/SF 

Fotos: Felipe Cavalcanti/TJRJ