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Vara de Penas Alternativas realiza reunião para diálogo com a rede de execução penal
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 20/03/2026 19h21

A imagem mostra um auditório durante um evento institucional. No palco, há uma mesa longa de madeira onde seis mulheres estão sentadas lado a lado, participando de uma mesa de debate. Algumas delas utilizam microfones, e há copos de água e materiais de apoio sobre a mesa. Ao fundo, na parede branca, está escrito em letras grandes: “AUDITÓRIO DESEMBARGADOR NELSON RIBEIRO ALVES”, indicando o nome do local. As participantes apresentam posturas atentas e sérias. O público aparece em primeiro plano, sentado em cadeiras de auditório, de costas para a câmera. Uma pessoa na plateia segura um celular, aparentemente registrando o momento.

                                                                         Juíza da Vepema Cláudia Márcia Vidal (ao centro) conduziu a reunião 

A Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas (Vepema), do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), realizou, na manhã desta sexta-feira, 20 de março, o encontro “Interlocução com os atores da execução penal”. Na oportunidade, os órgãos e intituições presentes dialogaram e apresentaram seus projetos na área. A reunião foi realizada no Auditório Desembargador Nelson Ribeiro Alves, no Fórum Central.

A juíza Cláudia Márcia Vidal, da Vepema, conduziu o evento. Em sua fala, a magistrada destacou a necessidade do fortalecimento de uma rede de execução penal. “Gostaria de agradecer aos senhores presentes e dizer que conto com todos para realmente trabalhar a ideia da pena alternativa e fazer com que a sociedade entenda a importância dela como uma opção à prisão. Que possamos nos conhecer nessa caminhada para proporcionar ao réu repensar as suas ações e ressignificar suas condutas”, desejou.

Em seguida, a coordenadora executiva do Projeto Menina Moça Mulher, Marília Brito, apresentou a iniciativa. O projeto, desenvolvido pelo Instituto Superior de Ciências da Saúde Carlos Chagas (ISC CC) desde 2016, é gratuito e destinado a mulheres em vulnerabilidade social, oferecendo atendimento de saúde e capacitação para o mercado de trabalho. Marília Brito destacou que 55% das pessoas beneficiadas pela ação estavam em situação de rua, abrigo ou ocupação, e que 84% possuem apenas o Ensino Fundamental completo ou incompleto.

“A ideia é transformar vidas com acolhimento, saúde e capacitação, promovendo dignidade e autonomia”, disse.

As assistentes sociais Daniela Maria e Eliane Santos falaram sobre a atuação da Secretaria Municipal de Assistência Social. Entre outros projetos, elas destacaram o “Lares Cariocas”, que oferta moradia a mulheres em situação de rua que tenham filhos até dois anos de idade. Atualmente, a iniciativa atende sete mulheres, que moram em casas alugadas pela Prefeitura do Rio, e recebem mobiliário e enxoval para as crianças.

Também compareceram ao encontro a professora Cristina Marcelo dos Santos, da Secretaria Estadual de Educação; Amanda Salles, do Escritório Social de Bangu; a assistente técnica do Projeto Fazendo Justiça Mariana Leiras; a psicóloga Renata Sanches e a assistente social Camila Leite, que integram a equipe técnica da Vepema; o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, Felipe Lopes; e integrantes do Instituto de Cultura e Consciência Negra Nelson Mandela.

MG/IA
Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ