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No ano em que completaram 30 anos, Juizados Especiais Cíveis comemoram resultados e iniciativas de modernização
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 29/12/2025 11h

Montagem com quatro fotos. A primeira foto, do lado esquerdo, é da fachada do TJRJ. No centro, na parte de cima, imagem de duas mãos se cumprimentado; na parte de baixo, imagem da deusa da Justiça. Do lado esquerdo, imagem de mãos teclando em um notebook. No canto inferior direito, texto "Transparência TJRJ para vc!

                                                                                    Em 2025,  os Juizados Especiais Cíveis comemoraram 30 anos

Celeridade, eficiência e facilidade no acesso à Justiça. Litígios como inclusão indevida de nome em cadastro de inadimplentes, extravios de bagagens, atrasos em voos e cobrança excessiva de taxas bancárias podem ser resolvidos de maneira simples e desburocratizada nos juizados especiais cíveis. Em 2025, ano em que os JECs comemoraram 30 anos, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) registrou 428.913 novos processos nessas unidades – considerando os meses de janeiro a novembro – e um acervo de 332.794. 

É importante destacar que o número total de ações em juizados cíveis apresentou redução em 2025, mesmo com a média mensal de 38.994 casos novos. Em janeiro, o acervo era de 383.613, mais de 50 mil processos a mais do que em novembro. Atualmente, o TJRJ conta com 29 juizados especiais cíveis na capital e regionais, 44 no interior e 54 adjuntos cíveis. 

As cinco empresas mais acionadas este ano foram a Light (30.013 novos processos), Enel (21.782), Grupo Aegea (16.261), Claro (14.353) e Itaú (14.151). Os assuntos mais comuns são: atividades financeiras de seguros e serviços relacionados; comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas; e eletricidade e gás. 

Imagem do juiz José Guilherme Vasi Werner

                                                                            Juiz José Guilherme Vasi Werner é o coordenador das Turmas Recursais

O sistema se destaca pela rapidez, simplicidade e sensibilidade na resolução de conflitos. “A pessoa entra com a ação hoje e, em até 60 dias, tem audiência marcada. Em mais 30 dias, terá uma sentença definitiva. Isso é eficiência do processo”, declara o juiz José Guilherme Vasi Werner, coordenador das Turmas Recursais. 

As cinco turmas recursais do TJRJ receberam, de janeiro a novembro deste ano, 75.858 novos processos e proferiram 68.442 decisões definitivas. A presidente da Comissão Judiciária de Articulação dos Juizados Especiais (Cojes), desembargadora Maria Helena Pinto Machado, afirma que 2025 foi marcado por modernização, aprimoramento do acesso à Justiça e fortalecimento da gestão do sistema. 

“A Cojes é extremamente dinâmica porque a vida dos juizados é assim. Os juizados representam uma porta de entrada muito ampla ao exercício da cidadania, garantindo acesso concreto à Justiça. Recebemos, até novembro, cerca de 400 mil processos apenas no âmbito dos juizados, números grandiosos que mostram a importância desse sistema para o movimento do Judiciário”, declarou. 

Imagem da presidente da Comissão Judiciária de Articulação dos Juizados Especiais (Cojes), desembargadora Maria Helena Pinto Machado

                                Presidente da Comissão Judiciária de Articulação dos Juizados Especiais (Cojes), desembargadora Maria Helena Pinto Machado

Entre as principais realizações do ano, a magistrada falou sobre o portal dos juizados, disponível no site do TJRJ, que foi atualizado e hoje reúne informações sobre localização e contato das unidades, lista das empresas mais demandadas, tipos de ações, link para atendimento pelo Balcão Virtual e orientações para o cidadão. Clique neste link para acessar o portal. 

Ela também destacou o evento realizado em outubro em celebração às três décadas da Lei 9.099/95, que criou os juizados especiais, e o lançamento da revista comemorativa. A solenidade contou com palestras, debates e a exposição “Os 30 anos dos juizados especiais”, além da presença dos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luis Felipe Salomão e Antônio Saldanha Palheiro. 

“Também promovemos, de forma frequente, reuniões com os integrantes das turmas, para otimizar entendimentos e promover melhorias. Além disso, o juizado localizado no Aeroporto Santos Dumont tem nova localização. Antes, o posto funcionava em um local escondido no final do aeroporto, na área de desembarque. Agora ele está instalado em uma área de circulação mais intensa, mais próxima do embarque, que é onde, em regra, ocorrem os problemas”, explica.   

E, para 2026, as perspectivas são as melhores. A presidente da Cojes destaca o peticionamento inicial eletrônico, que entrará em vigor em breve. Será um sistema intuitivo, mais fácil e que facilitará o acesso ao Judiciário. “Temos que nos valer dos meios eletrônicos. Eles não podem ser atores principais, mas vieram para acrescentar. A parte se identifica, insere documentos, descreve sua pretensão e avança etapa por etapa, guiada pelo sistema. Queremos facilitar ainda mais o acesso à Justiça”, finaliza. 

arte com balanço do Juizados Especiais Cíveis


 

MG/IA 

Fotos: Brunno Dantas e Rafael Oliveira/TJRJ