Acima, entre aspas, o texto seguinte: “REI: Como está você, minha bela jovem? OFÉLIA: Bem! E Deus vos ajude. Dizem que a coruja era filha de um padeiro. Senhor, nós sabemos o que somos, mas não o que seremos. Deus esteja em vossa mesa! – Hamlet, Príncipe da Dinamarca – Ato IV, Cena III, William Shakespeare”. Abaixo, em oito linhas, o seguinte texto: Você sabia que, por mais de dez anos, um grupo de juízes e advogados se reuniu mensalmente em Nova York para a leitura e discussão de peças de Shakespeare? Eles leram e releram as 37 obras. Leitores atentos como os juristas ficam impressionados com o número de questões atuais relacionadas à justiça presentes na dramaturgia do poeta inglês. Na literatura brasileira, vale lembrar a marcante presença de Shakespeare na produção de Machado de Assis. Isso nos leva a lembrar que o próprio Direito, segundo Kenji Yoshino, pode ser entendido como um conjunto de histórias – contadas por legisladores e juízes, querelantes e acusados. – Ref.: Ver Mil vezes mais justo – O que as peças de Shakespeare nos ensinam sobre a justiça, Kenji Yoshino, 2014. À direita, IMAGEM: Ophelia, c. 1865, por Arthur Hugues (mulher bela, de olhos claros e pela alva, de cabelos ruivos e longos, corpo esbelto, vestindo túnica branca e segurando na mão direita um buquê de flores de variadas cores, com o braço direito levantado e a referida mão apoiada no galho de uma árvore).

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