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Mulheres negras: Corregedoria sedia evento sobre o rompimento das barreiras da invisibilidade
Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 27/11/2025 15h23

Mulheres negras: Corregedoria sedia evento sobre o rompimento das barreiras da invisibilidade

“Recebo todos aqui nesse auditório vinculado à Corregedoria e destaco a importância da realização de eventos como esse. Fiquei muito honrado com o convite para participar da abertura e reafirmo o compromisso da Corregedoria, da atual gestão do Poder Judiciário do Rio de Janeiro, em viabilizar todas as iniciativas que toquem nas questões sensíveis que precisam ser resolvidas e debatidas na sociedade brasileira”. Com essas palavras o corregedor-geral da Justiça, desembargador Cláudio Brandão de Oliveira, abriu o evento “Mulheres Negras na Sociedade Brasileira Contemporânea: Rompendo as Barreiras da Invisibilidade”, nesta quinta-feira, 27 de outubro.

Também compuseram a mesa de abertura as juízas Alessandra de Araújo Bilac, auxiliar da Presidência, representando o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto de Castro; Katia Cilene da Hora Machado, vice-presidente do GT – Mulheres Negras e Interseccionalidades; e Eunice Bittencourt Haddad, presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj).

“Todas nós sonhamos, mas nós não queremos apenas sonhar, queremos realizar esses sonhos, é uma missão nossa que todas as meninas periféricas, de comunidades, saibam disso. Tenho certeza que verei um dia todas as meninas tendo uma educação de qualidade. Com a educação, elas terão o direito de tornar realidade seus sonhos”, destacou a juíza Katia Cilene Machado.

"A representatividade das mulheres negras em cargos de liderança é de apenas 3%, embora o país tenha mais de 60 milhões de mulheres negras. Esse cenário evidencia a necessidade urgente de maior representatividade”, complementou a juíza Eunice Haddad.

O encontro “Mulheres Negras na Sociedade Brasileira Contemporânea: Rompendo as Barreiras da Invisibilidade”, no Auditório Desembargador José Navega Cretton, da Corregedoria Geral da Justiça, reuniu profissionais das áreas do Direito, da Educação e da Saúde, além de representantes de diferentes setores da sociedade. As palestras abordaram temas como a mulher negra no mercado de trabalho, na gestão dos sistemas de promoção e proteção de direitos e nos espaços de liderança e poder. Participaram dos painéis as juízas Rita Vergette, Anna Carolinne Licasalio e Helenice Rangel.

Durante o encontro, a desembargadora aposentada Ivone Ferreira Caetano, primeira magistrada negra do TJRJ, foi homenageada. O evento foi promovido pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem) e pela Escola da Magistratura (Emerj).

Projeto Dandara

O evento foi encerrado com a assinatura para a formalização do Projeto “Dandara: Vozes Quilombolas pela Justiça”.  O projeto, uma parceria entre a Coem, a Emerj e a Associação Estadual das Comunidades Quilombolas do Rio de Janeiro (Acquilerj), tem o nome da Dandara dos Palmares, uma das maiores lideranças quilombolas do Brasil.  Entre os principais objetivos do programa estão fortalecer o acesso à Justiça para mulheres e comunidades quilombolas e articular políticas públicas interinstitucionais em justiça, educação, saúde e cultura. Estavam presentes a desembargadora Adriana Ramos de Mello, coordenadora da Coem; e a presidente da Acquilerj, Ana Beatriz Nunes.

 

NM/ASCOM

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