Museu da Justiça recupera peças em estilo Barroco

O relógio restaurado é um A longarina recuperada, feita em jacarandá, é uma réplica em estilo Barroco.

Com o objetivo de dinamizar o conceito de preservação da memória judiciária, o Serviço de Gestão de Acervos Museológicos (SEGAM), do Museu da Justiça, vem atuando na conservação do acervo histórico do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que se encontra sob sua guarda. Dentro desse trabalho, promove também a restauração de bens de relevante valor para a história da Justiça. Este ano, por exemplo, já foram recuperadas cerca de 27 peças, entre cadeiras, mesas e fotografias, sendo as mais recentes, um relógio de parede de corda, da marca Campos & Mohrstedt, do início do século XX e uma réplica de longarina - séculos XVIII-XIX, ambos em estilo Barroco.

O primeiro objeto possui as horas do mostrador em algarismos romanos e, há anos, estava parado. Em sua operação original tocava música. "O relógio teve então seu mecanismo de corda restaurado, mas não foi possível consertar a parte musical, devido à falta de uma peça importante, não achada no mercado. Encontra-se, atualmente, na sala do próprio SEGAM para visitação pública", explicou o museólogo responsável pelo setor, Antonio Manuel Frio.

Já a réplica da longarina, feita de jacarandá, de quatro lugares e braços terminados em caracol, apresentava um problema conhecido como "doença vermelha" - processo de desidratação do couro que resseca o material e expõe seu tom avermelhado ¿ e foi restaurada na sua totalidade. No momento, está exposta em um dos corredores do 3º andar do antigo Palácio da Justiça.

A dinâmica dessa atividade de restauração tem início com a identificação das peças e de seus problemas pelo Serviço de Gestão de Acervos Museológicos. O próximo passo, de acordo com o SEGAM, é o da conservação curativa desses elementos. No caso da longarina, as partes do móvel acometidas pela ¿doença vermelha' foram pintadas, a fim de que não houvesse uma contaminação generalizada.

Segundo Antonio Manuel, a tinta acrílica da cor preta foi usada, neste caso, também em áreas que apresentavam descoloração, possível indício do início da doença. "Para garantir o efeito da conservação feita, a peça será acompanhada, por determinado tempo, atentando para os resultados estimados", explicou.

A equipe do SEGAM, serviço vinculado à Divisão de Gestão de Acervos (DIGAC) do Museu da Justiça/DEGEM, unidade integrante da DGCON (Diretoria Geral de Gestão do Conhecimento), ciente da relevância desse patrimônio para a memória judiciária estadual, se mantém sempre atenta à conservação do mobiliário histórico, bem como, à catalogação do acervo, buscando manter sua história e importância preservadas.

O Museu da Justiça fica na Rua Dom Manuel, 29 ¿ Centro.