Centro da Memória Judiciária de Niterói: Nova opção de lazer e cultura na cidade

Descerram a fita de reinauguração, da esquerda para a direita: o desembargador Elmo Arueira ¿ da Comissão de Preservação da Memória Judiciária; o juiz auxiliar da presidência, Gilberto Abdelhay; a diretora da DGCON, Márcia Relvas; o diretor do Museu da Justiça, Antonio Carlos Romeo; e o juiz diretor do Fórum de Niterói, Alexandre Scisinio. A equipe responsável pela montagem dos trabalhos do Centro da Memória Judiciária de Niterói, da esquerda para a direita: Juan Carlos Pereira; Maria Limoeiro; Carlos de Azevedo Júnior; Paulo Alves; Antonio Carlos Romeo; Márcia dos Anjos e Marcos Villas Bôas.

O Museu da Justiça reabriu, nesta quarta-feira, dia 5, o Centro da Memória Judiciária de Niterói. Esse espaço fica dentro do antigo Palácio da Justiça daquela cidade, e volta com novas atividades educativas e culturais para a população. O evento antecipou as comemorações do Dia da Justiça (8 de dezembro), e teve a presença do desembargador Elmo Guedes Arueira - membro da Comissão de Preservação da Memória Judiciária; do juiz auxiliar da Presidência Gilberto Abdelhay,; do juiz Alexandre Eduardo Scisinio ¿ diretor do Fórum de Niterói; da diretora-geral da Gestão do Conhecimento (DGCON), Márcia Relvas; e do diretor do Museu da Justiça, Antonio Carlos Romeo, entre outros convidados e funcionários.

A solenidade de reinaguração aconteceu no histórico Salão do Tribunal Pleno. O desembargador Elmo Arueira, emocionado, deu início à solenidade, dizendo estar vivenciando a realização de um sonho. "A interrupção das atividades deste prédio, para sua restauração, e sua retomada hoje, com a abertura de novos espaços pedagógicos para a educação e cultura, como as exposições permanentes e temporárias que se seguirão, é uma forma de reavivar a memória do passado, que se estende para a contemporaneidade", afirmou.

E completou: "Se não houver a compreensão do passado e de suas conquistas, as novas gerações não vão valorizá-lo. Esta instituição retrata a vida do Judiciário fluminense".

Em seguida o diretor do Museu da Justiça, Antonio Carlos Romeo, agradeceu a presença de todos e, em especial, do desembargador Elmo, por toda sua colaboração no resgate da memória de antigo Estado do Rio. "O Museu da Justiça do Rio tem trabalhado para ser um instrumento de aproximação entre o Judiciário e a sociedade", disse.

Para o juiz Alexandre Scisinio, a reabertura das atividades do Centro da Memória de Niterói é algo de relevância para a cidade, pois traz o resgate da história e da cultura de Niterói. "Não se pode conhecer o futuro, sem ter acesso ao passado. E, isto, pode ser visto claramente nas exposições que agora se iniciam", comentou.

Exposições

Três exposições estão em cartaz: "Dom João VI e a Justiça em Niterói", que destaca o papel desempenhado pelo monarca na criação da Vila Real da Praia Grande, origem da cidade de Niterói, e por José Clemente Pereira, primeiro juiz de fora da Vila, responsável pelo seu primeiro traçado urbanístico; o "Projeto Memória do Poder Judiciário", que retrata a Justiça nacional e estadual de outras épocas, através de objetos, quadros e condecorações; e "A Justiça e sua Simbologia".

Merecem destaque ainda: a Ata da Instalação do Tribunal da Relação do Estado do Rio de Janeiro - lavrada em 15 de julho de 1891, no Paço da Relação, na Cidade de Niterói, pelo então governador do Estado, Francisco Portella e pelo presidente, à época, do referido Tribunal, o desembargador João Gonçalves Gomes e Souza; e a galeria de presidentes ¿ composta de 53 retratos de desembargadores que presidiram o Tribunal de Justiça do antigo Estado do Rio de Janeiro, em exibição no Salão anexo ao Pleno de Niterói; além de diversas condecorações conferidas a magistrados do antigo Estado.

O Centro da Memória Judiciária de Niterói fica na Praça da República, s/nº - no Centro, dentro do antigo Palácio da Justiça, e funciona de segunda a sexta, das 11h às 18h. A instituição é administrada pelo Museu da Justiça / DEGEM, unidade vinculada à Diretoria Geral da Gestão do Conhecimento (DGCON) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Mais informações, pelos telefones 3002-4285/4286 ou pelo e-mail museudajustica.niteroi@tjrj.jus.br