Antigo Palácio da Justiça recebe visita de crianças do Complexo do Alemão

 O grupo de crianças do CORBI durante visita ao Tribunal Pleno, onde foram realizadas várias atividades pedagógicas. O júri simulado teve também um juiz mirim, que contou os votos dos jurados para o veredito.

Olhinhos atentos e curiosos, além de um pouco de tagarelice, fizeram parte, esta semana, da visita guiada ao Antigo Palácio da Justiça promovida pelo Museu da Justiça. Cerca de 40 pessoas do Centro de Orientação e Reabilitação Beneficente de Inhaúma (CORBI), sendo 35 delas crianças com idades variando entre 7 e 13 anos, e mais quatro adultos responsáveis pelo grupo, encantaram-se com a arquitetura do antigo prédio, a mitologia inscrita em seus vitrais e as histórias passadas e atuais sobre a Justiça de nosso estado, contadas pela educadora do museu Teresinha Sousa.
Segundo a assistente social do CORBI, Viviane Medeiros, o passeio guiado fez parte de um dos projetos desenvolvidos pela Instituição, o "Saindo do Ninho", em que as crianças da comunidade visitam lugares históricos e culturais, para aprimoramento de suas visões sobre o mundo. "É o momento em que elas saem de suas rotinas e aprendem coisas novas", afirmou.
O passeio começou pelo hall de entrada do antigo prédio, onde a criançada – a maioria moradora do Complexo do Alemão – admirou a beleza local e a suntuosidade daescadaria feita em mármore. Chamaram também à atenção o belo vitral da deusa Têmis e as estátuas de suas filhas Diké e Eumônia, que representam, respectivamente, a guardiã dos juramentos dos homens e das leis, a justiça e a disciplina.
Em seguida, o grupo foi para o plenário do antigo I Tribunal do Júri, onde houve um julgamento simulado. E, apesar de muitos deles serem bem pequenos, a participação foi grande, com a atuação de todos nos principais cargos dentro de um júri (juiz presidente, promotor e defensor públicos, advogados de defesa e de acusação e jurados). De lá, os visitantes seguiram para os Salões Nobre – onde se encontra a memória do próprio espaço, com objetos, fotografias e documentos de ex-presidentes do Poder Judiciário, desde 1926 até 1988 – e dos Espelhos, onde se encontra a exposição sobre o Direito Ambiental. A visita guiada terminou no Tribunal Pleno, com o desenvolvimento de jogos pedagógicos com a criançada, entre eles palavras cruzadas e caça-palavras com nomes e objetos da Justiça fluminense.
A responsável pelo grupo disse que o CORBI tem também o "Conhecendo Profissões". "E é por isso que estamos aqui hoje mostrando a essas crianças o lado do Direito, para que elas entendam um pouco sobre o que é ser um juiz, um advogado e outros cargos do Poder Judiciário. Pode ser que alguma delas seja um deles no futuro, já que ensinamos a elas que tudo é possível, desde que haja vontade, perseverança e estudo. Creio que o passeio de hoje atendeu bastante às nossas expectativas e as das crianças", afirmou.
Foi o que achou Karina Evelen, 9 anos: "Gostei de tudo que vi, principalmente, das brincadeiras, muito legal", falou. Pedro Henrique Matos, de 7 anos, e Isabelle Silva, 9 anos, também ficaram empolgados com as atividades pedagógicos desenvolvidas no Tribunal Pleno e com o júri simulado. "Os lugares mais bonitos e interessantes foram o Tribunal do Júri e o Tribunal Pleno. Gostamos também de escrever e de colorir", finalizaram os dois pequenos estudantes.
O Museu da Justiça do Rio fica na Rua Dom Manuel, 29 – Centro, dentro do Antigo Palácio da Justiça.
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