Alunos IBMEC-RJ percorrem o Antigo Palácio da Justiça

Um dos grupos de alunos do IBMEC, no Tribunal do Júri, que conheceu recentemente o Antigo Palácio da Justiça. No Tribunal Pleno, o professor Jorge Rocha, do Museu da Justiça, falou aos estudantes sobre o funcionamento da Justiça fluminense de 2º Instância.

O Museu da Justiça tem, entre várias atividades, as de visitas guiadas ao Antigo Palácio da Justiça para alunos do ensino fundamental e universitários de diversas escolas municipais e faculdades. E, desde a semana passada, que grupos especiais de estudantes do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais do Rio de Janeiro (IBMEC-RJ) vêm percorrendo o antigo prédio para conhecer de perto os aspectos históricos, arquitetônicos e culturais do local e da Justiça fluminense, orientados pelo professor de História da instituição, Jorge Luís Rocha ¿ também diretor da Divisão de Gestão de Acervos (DIGAC).

A última visitação desses grupos aconteceu na tarde desta terça-feira, dia 28, quando cerca de 40 estudantes do 1º período do Curso de Direito do IBMEC vieram conhecer as histórias do Antigo Palácio da Justiça e o funcionamento do Poder Judiciário do Rio. Ao todo, 162 jovens, na faixa etária entre os 18 a 22 anos, distribuídos em quatro dias de passeios guiados, que agora, inspirados nos belos vitrais e painéis de artistas plásticos famosos, como Gastão Formenti, poderão decidir com mais clareza sobre as profissões que irão escolher no futuro.      

Segundo o professor Jorge Rocha, a visita deste tipo de aluno é de grande importância para a formação deles. "Por um lado, por serem alunos não acostumados ao ambiente e aos procedimentos judiciários, os salões suntuosos e ricamente decorados do antigo Palácio, são inspiradores. É visível o impacto sobre eles. Por outro, a visita os instrui sobre as particularidades do processo histórico de criação e desenvolvimento do nosso Poder Judiciário. Por serem espaços museológicos é possível, para eles, recriar de forma crítica os antigos procedimentos, símbolos e escrita judiciais e vislumbrar, ainda que de relance, o universo jurídico do Tribunal", afirmou.

Foi o que achou o aluno Pedro Henrique Bezerra Maciel, do  1º período do curso de Direito. Para ele, a visita guiada foi bem legal e o professor, por sua larga experiência e vasto conhecimento da instituição, deu informações até então desconhecidas, acerca da Justiça do nosso Estado. "Eu nunca tinha estado num tribunal e a visita ao Judiciário foi fantástica. E, se não fosse o incentivo do professor Jorge, isto talvez não ocorresse. A vinda hoje aqui, com certeza, irá acrescentar muito no meu currículo. Eu deixei até de assistir a uma palestra importante na PUC. Fato inédito", disse.

A aluna Gleise Soares, também do 1º período de Direito, comentou que não conhecia ainda o antigo Palácio e que gostou de tudo que viu, principalmente, do Tribunal do Júri. "Achei interessante a visita guiada, pois eu não sabia como funcionava um julgamento e nem a sua organização. O Tribunal do Júri foi o local que mais me impressinou, até porque, pretendo seguir a carreira de promotora", comentou.

A mesma impressão positiva teve Isabela Cortes de Barros Silveira de Amorim, que foi transferida e está cursando vários períodos. "Eu gostei bastante da visita guiada porque me deixou mais perto do Direito e da profissão que escolhi. O ambiente que mais me chamou a atenção foi também o Tribunal do Júri, pois quero ser defensora pública. E sempre que falo sobre o assunto, as pessoas já levam logo para o lado de que vou defender o criminoso, e eu nunca vi problema nisto. E o Tribunal do Júri me remeteu a isto", explicou a aluna de Direito.

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