Museu da Justiça recupera e digitaliza parte do seu acervo documental

O trabalho de restauro está sendo feito pelas técnicas em conservação Rafaelle Castro Ribeiro e Claudia das Graças (da esquerda para a direita). Os documentos tratados são depois digitalizados pelo técnico Nei Bacelar.

O Museu da Justiça do TJRJ, sempre com o objetivo de ampliar o acesso aos bens históricos e culturais do Poder Judiciário, vem desenvolvendo várias atividades, entre elas a campanha "Arquivos Pessoais do Judiciário". A primeira fase do projeto, que começou em fevereiro de 2012, foi aberta para a captação de doações espontâneas da comunidade jurídica fluminense e de seus familiares. Magistrados sensíveis à causa, como o desembargador Miguel Pachá e familiares do desembargador Bezerra Câmara, doaram ao Museu da Justiça documentos relativos às suas trajetórias pessoais e profissionais, que foram integrados ao acervo.

Segundo o diretor da Divisão de Gestão de Acervos (DIGAC) do Museu da Justiça, Jorge Luis Rocha, inicialmente, o objetivo da campanha "Arquivos Pessoais do Judiciário" foi o de captar documentos e coleções pessoais de magistrados aposentados e/ou falecidos, ligados à história da Justiça de nosso estado, ficando a instituição diretamente responsável pela guarda e preservação do material doado. "E em 2013, daremos continuidade à segunda fase da campanha, que é a de organização e tratamento desse material", afirmou.

"Hoje, estamos trabalhando na higienização, catalogação e digitalização de todo acervo de origem privada doado ao Museu da Justiça ao longo de sua existência, o que inclui também o acervo captado durante a campanha. Atualmente, já são cerca de 18 metros lineares de documentos tratados, que correspondem a 128 caixas arquivos", complementou Gilmar de Almeida Sá, chefe do Serviço de Gestão de Acervos Documentais (SEGAD), setor vinculado à DIGAC. Ele explicou, ainda, que o Museu conta para esse trabalho com a parceria da empresa MGI ¿ Tecnogin, que há pouco mais de dois meses vem organizando e disponibilizando todo o material, composto de diplomas, correspondências, documentos de identificação, recortes de jornais, fotos e outros.

De acordo ainda com Gilmar, o acervo que está sendo tratado é composto de 21 coleções de documentos de importantes magistrados e juristas brasileiros, como: Sobral Pinto, Homero Pinho, Oscar Tenório e Osni Duarte, entre outros. Desse total, 20 coleções foram higienizadas e seis digitalizadas no período pela empresa. "Todo o material já catalogado e digitalizado será depois indexado em sistema informatizado, para facilitar o acesso para o público interessado em conhecer o acervo pessoal do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro", finalizou.

Já para a Marluce dos Santos Pimenta, restauradora e supervisora dos trabalhos da MGI -Tecnogin, a parceria com o Museu está sendo muito interessante, pois também é novo para a empresa o trabalho com documentos pessoais.

O Museu da Justiça fica na Rua Dom Manuel, 29 - Centro - RJ, dentro do Antigo Palácio da Justiça.

Mais informações, no site www.tjrj.jus.br, link institucional Museu da Justiça.