Museu da Justiça: entrevista com o desembargador Sylvio Capanema para o Programa de Historia Oral

O depoimento do desembargador Sylvio Capanema faz parte agora do acervo do Museu da Justiça do Rio.  O desembargador Sylvio Capanema ladeado pelo colega, o desembargador Ronald Valladares, e o chefe do Segad, Gilmar de Almeida Sá, durante a entrevista realizada na biblioteca do museu.

O Programa de História Oral do Poder Judiciário do Rio, promovido pelo Museu da Justiça, recebeu, recentemente, o desembargador aposentado, advogado e professor Sylvio Capanema de Souza, para a realização de mais uma entrevista para o acervo audiovisual da Instituição. Foram mais de duas horas de um rico depoimento sobre a trajetória pessoal e profissional do magistrado, além de sua visão sobre a Justiça nos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro.

Mereceram destaques especiais sua militância no Centro Acadêmico Candido de Oliveira (CACO) da Universidade Nacional de Direito; o processo de elaboração da Lei 8245/1991 (a chamada Lei do Inquilinato), da qual é um dos autores; o exercício do magistério universitário durante o Regime Militar; a importância do novo Código Civil para o ordenamento jurídico brasileiro; e uma de suas grandes paixões: o Clube de Regatas Flamengo.

A 160ª entrevista foi conduzida pelo chefe do Serviço de Gestão de Acervos Documentais (SEGAD), da Divisão de Gestão de Acervos (DIGAC) do Museu, Gilmar de Almeida Sá, e pelo desembargador Ronald Valladares, membro da Comissão de Preservação da Memória do Judiciário e coordenador do Programa de História Oral.

O desembargador Sylvio Capanema nasceu em 1938, no subúrbio carioca de Pilares, em família de médicos. Estudou em escola pública; formou-se em Direito no ano de 1960; e advogou por mais de 30 anos, militando especialmente no Direito Imobiliário. Foi nomeado para o Tribunal de Alçada Cível em 1994, pelo Quinto Constitucional e para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no ano seguinte. Atuou, também, como presidente da 10ª Câmara Cível do TJRJ, foi membro do Órgão Especial e 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça, aposentando-se em 2008. É autor de vários livros jurídicos, tendo sido, ainda, presidente do Conselho Deliberativo do Flamengo. Sylvio Capanema voltou a advogar sem ter, no entanto, nunca abandonado a profissão que, segundo ele, mais lhe gratificou: o magistério.

Ao final do depoimento, o entrevistado concordou, animadamente, em ceder seu relato, que fará parte, a partir de agora, do acervo do Museu da Justiça do Rio e já se encontra disponível para consulta de pesquisadores, estudantes e quaisquer interessados na História recente do Judiciário no Estado do Rio de Janeiro. A entrevista foi realizada no dia 13 de março.

Mais informações, pelo telefone 3133-3765 ou pelo e-mail dgcon.segad@tjrj.jus.br