Unesa e projeto Jovem Protejo levam jovens ao Antigo Palácio da Justiça

O grupo de 39 universitários da Unesa conheceram o antigo Tribunal do Júri. Os magistrados Siro Darlan e Joel Pereira dos Santos conversaram com os integrantes do projeto Jovem Protejo sobre a atuação do judiciário nos tempos atuais.

O Antigo Palácio da Justiça do Rio recebeu, recentemente, dois grupos diferentes e especiais de visitantes, cerca de 75 jovens, que vieram conhecer de perto as histórias e belezas arquitetônicas do local e o funcionamento do Poder Judiciário estadual. O primeiro veio da Universidade Estácio de Sá (Unesa), do Campus de Petrópolis. E o segundo, do projeto Jovem Protejo, uma parceria entre o  Pronasci - Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, do Ministério da Justiçae o município do Rio de Janeiro.  

Segundo o professor e coordenador do curso de Direito da Unesa de Petrópolis, Zanata Braga, foi muito válida para os 39 estudantes do 1º período de Direito a vinda deles neste momento do curso. "É uma importância enorme essa visita ao antigo prédio histórico da Justiça, não só pelos estudantes terem na cadeira deles, a História do Direito do Brasil, como uma disciplina mínima curricular, mas também, para que vivenciem isso na prática", falou.

O professor explicou também que, após a visita, será feito um relatório de tudo que conheceram, o qual terá uma validação por ele e pela coordenação de Direito como atividade acadêmica complementar, válida para a contagem de 200 horas de atividades extracurriculares que eles tem que cumprir. "Pretendo voltar em breve, com outros grupos, já que a turma de 1º período do curso de Direito tem hoje 150 estudantes", disse.

Juristur e o projeto Jovem Protejo

O segundo grupo - projeto Jovem Protejo - veio de forma inesperada ao Museu, e foi prontamente recepcionado pelo desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal e pelo juiz Joel Pereira dos Santos, por meio do projeto "Juristur - Conhecendo o Judiciário", da Amaerj. Para os 36 visitantes de Santa Cruz, Zona Oeste do Rio, o passeio guiado ao Antigo Palácio da Justiça, foi mais do que uma simples aula, na qual eles tiveram noções de como funciona a Justiça. As palestras ministradas pelos dois magistrados falaram também de ações de cidadania, com seus direitos e deveres, como forma, também, de orientação para a vida de cada um. O "Jovem Protejo" é um projeto social do Pronasci, que trabalha com menores infratores, com idade entre 15 e  24 anos, que cometeram algum ato infracional. O projeto inclui oficinas de teatro, de informática, direito e cidadania, entre outras, que procuram estimular e resgatar o sentimento de autoestima desses jovens, vindos de comunidades carentes. 

Durante a visita, o desembargador Siro Darlan afirmou: "Acho que são jovens que precisam desse olhar não diferenciado; olhar de adolescentes cidadãos que estão à procura de seu caminho; que estão com sede de justiça; e que são vítimas da falta de políticas públicas que deem a eles investimentos, como esse que está sendo feito, em parceria, pela prefeitura e a União, mostrando alternativas de vida sadia".  Ele comentou também que é importante que os jovens tenham contato com esse lado da Justiça, por meio do diálogo e das visitas guiadas, para que conheçam o papel que ela tem no coletivo da sociedade.

Para o desembargador, a parceria atual existente entre a Amaerj e o Museu da Justiça é a realização de um sonho, pois mostra que as instituições trabalham de forma participativa, mostrando, nesse caso, a importância da preservação da nossa história e também da evolução da Justiça fluminense. 

Pensamento semelhante tem o coordenador do "Juristur", o juiz Joel Pereira dos Santos, que disse ter sido excelente tomar conhecimento de que o grupo faz parte de um projeto patrocinado pela prefeitura e pelo Ministério da Justiça.  "São jovens  bem carentes, de comunidades carentes também, ávidos pelo conhecer, ter uma visão maior, com amplitude, acerca do funcionamento do Poder Judiciário. E me parece que foi muito útil a presença deles nesta tarde, com o trabalho realizado pelo Museu no conhecimento desse Palácio da Justiça histórico", falou.

Segundo a responsável pelo grupo, a advogada Elisângela Moreira Fidélis, o objetivo de ter trazido os jovens e adolescentes ao Antigo Palácio da Justiça foi para que eles tenham noção do que é a Justiça para que não cometam nenhum ato infracional ou crime. "É uma prevenção. Fiz de tudo para trazê-los aqui para eles verem como é, para eles terem essa noção. Para que vejam o que é um crime, o que é uma pena, o que é um tribunal do júri; isso foi excelente. Além de conhecerem um espaço magnífico como este", finalizou.

A visitação prosseguiu, ainda, com a orientação da advogada Francisca Lima, secretária do "Juristur", que levou o grupo para outros ambientes do Tribunal de Justiça.

Os passeios guiados dos dois grupos foram feitos pela muséologa Blanca Dian, do Museu da Justiça.

Mais informações sobre o programa "Juristur", nos telefones (021) 3133-2315 ou 3861-1113 ou, ainda, pelo e-mail juristur@amaerj.org.br . Já o agendamento para as visitas guiadas promovidas pelo Museu da Justiça pode ser feito pelos telefones (021) 3133- 3532/3497 ou pelo e-mail: seexp@tjrj.jus.br.