Acervo histórico do Museu da Justiça tem mais de cinco mil documentos consultados

 

Os processos, após serem solicitados por e-mail, ao SEGAD, podem ser pesquisados, na sala 304, da Rua Dom Manuel, 29 ¿ Centro. Faz parte do acervo histórico do Museu a partilha de bens do Marquês de São Vicente, datada de 1878.



O Museu da Justiça do TJ do Rio vem prestando relevante serviço de assistência a pesquisa de documentos históricos do seu acervo, com mais de cinco mil documentos consultados nos últimos dois anos. Além do atendimento aos pesquisadores, que no primeiro trimestre deste ano obteve 94,9% de conceito ótimo e bom dos usuários, a Instituição tem investido na preservação de seu valioso acervo histórico, conseguindo, através da Associação dos Amigos do Museu (AMJUS), captar recursos para a instalação de um laboratório de Conservação de Papel e de uma ilha de edição de imagens, esta última já em funcionamento, que se tornarão importantes instrumentos para a preservação da memória do Poder Judiciário. Os trabalhos estão sob a responsabilidade da Divisão de Gestão de Acervos (DIGAC), por meio do Serviço de Gestão de Acervos Documentais (SEGAD).

Segundo o chefe do SEGAD, Gilmar de Almeida Sá, pesquisadores de vários municípios do Estado e do Brasil, em especial, estudantes de cursos de graduação e pós-graduação, escritores, historiadores e genealogistas, têm encontrado subsídios para elaboração de suas pesquisas, teses, livros, entre outros trabalhos, na vasta documentação acumulada pelo Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro ao longo de sua trajetória, e que se encontra sob a responsabilidade do Museu da Justiça.

"O acervo do Museu da Justiça, já disponível para consulta, é composto por documentos textuais como livros de registro diversos e autos processuais, em particular do século XIX, início do XX e alguns do século XVIII, bem como, entrevistas com personalidades ligadas ao Poder Judiciário realizadas no Programa de História Oral, que integram o acervo audiovisual", explicou Gilmar. Ele disse, também, estar em fase inicial de organização, mais um tipo documental a ser integrado ao acervo do Museu, que são os documentos pessoais de magistrados e juristas.

Os documentos mais procurados pelos pesquisadores são os processos de inventário, por sua riqueza de informações de interesse para pesquisadores da história econômica, social, história da arte, genealogistas etc.; as ações de liberdade, em que os escravos (tutelados) reivindicavam na Justiça o direito de obter sua liberdade; e, os crimes de grande repercussão na sociedade, como, por exemplo, o Crime da Rua Tonelero, em agosto de 1954, que marcou a mudança nos rumos da política no Brasil, culminando com o suicídio do então presidente Getúlio Vargas.

"As pesquisas que fiz no Museu da Justiça estão entre as principais fontes de informação que usei para a publicação do livro "Pioneiros dos Três Rios - A Condessa do Rio Novo e sua Gente", de minha autoria. Estas pesquisas mostraram o lado humano de muitos personagens históricos em minha cidade, com todas as suas fraquezas, riquezas e virtudes", comentou Cinara Maria Bastos Jorge Andrade do Nascimento, membro do Grupo de Discussões Genealbr e do Colégio Brasileiro de Genealogia, de Três Rios, interior do estado.

Mais informações sobre os trabalhos de pesquisa e acervo documental podem ser obtidas pelo telefone (021) 3133-3765 ou pelo e-mail dgcon.segad@tjrj.jus.br. Ou ainda, no site www.tjrj.jus.br link Museu da Justiça.
 

O Museu da Justiça fica na Rua Dom Manuel, 29 - Centro - Rio de Janeiro - RJ, dentro do Antigo Palácio da Justiça.
Mais informações, no site www.tjrj.jus.br, link Institucional / Museu da Justiça / Exposições e Eventos e/ou Visitas Guiadas.
Tels.: (21) 3133-2515/3553 - Fax.: (21) 3133-3548
e-mail: digco@tjrj.jus.br