Museu da Justiça abre o 1º Seminário Nacional de Museus e Centros de Memória do Poder Judiciário

A mesa de abertura foi presidida pelo juiz-auxiliar da Presidência Gilberto Abdelhay (ao centro), ao lado do desembargador Antônio Izaías e da diretora da DGCON, Márcia Relvas.

 

O Museu da Justiça do Rio abriu na tarde desta segunda-feira, dia 27, o 1º Seminário Nacional de Museus e Centros de Memória do Poder Judiciário. O evento, que irá até o dia 31 de agosto, reúne cerca de 130 participantes de diversas instituições judiciárias de todo país, entre elas, tribunais de justiça, regionais eleitorais e do trabalho, com o objetivo principal de formar uma rede de museus e intercâmbio contínuo de informações sobre a memória judiciária dos estados. No final do encontro, realizado na Rua Dom Manuel, 29 - Centro, 2º andar do Antigo Palácio da Justiça, será firmado o documento final do evento.

A mesa de abertura foi composta pelo juiz-auxiliar da presidência, Gilberto de Mello Nogueira Abdelhay Júnior, representando o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos; pelo desembargador Antônio Izaías da Costa Abreu, membro da Comissão de Preservação Judiciária; e pela Diretora Geral de Gestão do Conhecimento (DGCON), Márcia Relvas.

"É com grande satisfação que declaro aberto o 1º Seminário Nacional de Museus e Centros de Memória do Poder Judiciário, ressaltando a excelente iniciativa da criação de uma rede nacional, que irá propiciar um trabalho integrado entre as instituições, engrandecendo o Judiciário brasileiro", afirmou o juiz. Ele destacou, ainda, a Comissão de Preservação da Memória Judiciária e a direção e equipe do Museu, além da DGCON, que procuram preservar, através de suas atividades, a história do Judiciário fluminense.

Em seguida, o desembargador Antônio Izaías saudou a todos os presentes e disse estar se sentido honrado por abrir as portas do Antigo Palácio da Justiça. "Cultuamos o passado com o objetivo de resguardar o processo civilizatório, pois temos como dever deixar para os pósteros os registros da memória judiciária, campo de nosso labor", comentou.

Especialistas destacam importância da Rede de Museus do Judiciário

Os palestrantes do primeiro dia de seminário ressaltaram a necessidade dos museus e centros de memória do Poder Judiciário estreitarem laços e trocarem experiências, formando uma rede nacional de museus. O professor Mário Chagas, da Escola de Museologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) abriu os trabalhos destacando os desafios que a nova rede terá pela frente. "A rede precisa operar com um conceito amplo da missão de um museu. Além do espaço de preservação, o museu precisa ser pensado como ambiente de comunicação, de formulação de políticas públicas, articulação de boas idéias e avaliação de propostas que não foram tão bem sucedidas", disse Mário.

Experiências como as do Tribunal de Justiça do Paraná são exemplo da busca pelo reconhecimento. Denise Antunes Ferreira, supervisora do Centro de Documentação do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), disse que o principal desafio do museu paranaense é a falta de valorização. "Em 38 anos, nosso museu teve cinco sedes, ou seja, precisou ser fechado e reaberto porque em algumas ocasiões o tribunal teve que utilizar nosso espaço. Nosso acervo era levado para um galpão cada vez que tinha que fechar. É preciso deixar de relegar o museu ao segundo plano", afirma.

Complementando as informações da colega, Darbi Wolf, chefe da Divisão do Museu do TJPR, falou que um Museu da Justiça não precisa "ser somente lindo, conforme acham as pessoas, mas também cultural", além de saber como contar a história daquele local. Ele proporcionou aos presentes um "passeio" pela história do Museu do Paraná, mostrando lugares importantes, como a Casa do Museu, que, hoje, abriga a reserva técnica, a restauração e a higienização do acervo da Instituição. O trabalho foi finalizado com um vídeo institucional sobre a Justiça Paranaense.   

Programação desta terça-feira, dia 28

Nessa terça-feira, dia 28, a partir das 9h30, o historiador António Manuel Nunes Martins, da Universidade de Coimbra, será o principal palestrante. Participam, ainda, das atividades da manhã: o juiz militar do TJ Militar do Rio Grande do Sul e coordenador do Projeto Memória do TJM-RS, Sérgio Antonio Berni de Brum; a advogada e professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (IESC/UFRJ), Miriam Ventura; e o historiador e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Flávio Gomes. À tarde, terão lugar os painéis das diversas instituições de memória, apresentando o trabalho por elas desenvolvido.

O 1º Seminário Nacional de Museus e Centros de Memória do Poder Judiciário é uma realização do Museu da Justiça/DEGEM, por meio da Divisão de Gestão da Comunicação (DIGCO)/Serviço de Exposições e Educação Patrimonial (SEEXP), órgãos vinculados à Diretoria Geral de  Gestão do Conhecimento (DGCON) do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.  O patrocínio é da Secretaria Estadual de Cultura (SEC).

Participaram também da abertura do evento, os desembargadores Décio Xavier Gama, Elmo Guedes Arueira e Ronald dos Santos Valadares, todos da Comissão de Preservação da Memória Judiciária, além do diretor do Museu da Justiça, Antonio Carlos Romeo.

O Museu da Justiça do Rio de Janeiro fica na Rua do Manuel, 29 - Centro.

Mais informações, no site www.tjrj.jus.br/institucional/museudajustica