Museu da Justiça do Rio e os seus arquivos deslizantes

Os arquivos deslizantes do Museu da Justiça possuem um sistema de trainel dentro do próprio armário, possibilitando que quadros, gravuras pinturas e outros objetos possam ser pendurados de forma adequada. Na foto, o museólogo Antonio Manuel mostra o conjunto de armários do SEGAM. O Museu da Justiça tem também um novo sistema para acondicionamento de bandeiras, que aumenta a durabilidade e a preservação das mesmas.


O Museu da Justiça do Rio possui um diferenciador no sistema de armazenamento de seu acervo museológico e documental. Trata-se dos arquivos deslizantes, que trouxeram à Instituição uma nova forma de guardar e preservar o acervo que compõe a memória do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, são mais de 1.600 peças armazenadas, entre medalhas, indumentárias, objetos tridimencionais, pinturas, livros e documentos. No futuro, a pretensão é trazer para o Museu todos os processos históricos que se encontram no Arquivo Central do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Segundo o museólogo Antonio Manuel Frio, do Serviço de Gestão de Acervos Museológicos (SEGAM), idealizador do projeto, os arquivos deslizantes têm a função principal de armazenar e preservar, com segurança e higienização, documentos, livros e peças históricas. "É um método moderno e seguro já utilizado em outras instituições, que traz uma economia de até 70% na ocupação do espaço, comparado às estantes de aço convencionais", afirmou. No SEGAM há um o conjunto composto de quatro módulos, divididos em colunas.

Para ele, no entanto, os arquivos deslizantes do Museu da Justiça do Rio, com altura de 1,95m e largura variando entre 2,5m e 1m, são diferentes, pois utilizam o sistema de "trainel" dentro do próprio armário, possibilitando, por exemplo, que quadros, gravuras, pinturas e outros objetos possam ser pendurados de forma adequada. "É um sistema modular deslizante que proporciona maior economia de espaço, sendo a primeira instituição do Rio a usá-lo desta forma, já que outras ainda utilizam o trainel móvel, sistema com suportes fixos no teto", completou Antonio Manuel.

O museólogo explicou, também, que os arquivos deslizantes do Museu da Justiça do Rio guardam, no momento, acervos de três setores vinculados à Divisão de Gestão de Acervos (DIGAC), em duas salas, chamadas de reservas técnicas, no andar térreo do Antigo Palácio da Justiça. Na sala T12 fica parte do acervo do SEGAM, que cuida, basicamente, da guarda de objetos tridimensionais pequenos, de indumentárias (jurídica e da guarda) e pinturas, totalizando 800. Os bens sob custódia do Serviço de Gestão de Acervos Bibliográficos (SEGAB) - livros para apoio à pesquisa e livros raros - e do Serviço de Gestão de Acervos Documentais (SEGAD) - documentos e processos históricos - estão localizados na sala T16. Os dois setores possuem, juntos, um conjunto de oito módulos.

"Os arquivos deslizantes serão um importante instrumento para a guarda e preservação de documentos e objetos que contam a memória do Judiciário fluminense. Já estamos começando a transferir, gradualmente, para lá, os processos históricos e documentos pessoais, que fazem parte do acervo textual em geral", disse o chefe do SEGAD, Gilmar de Almeida Sá. Ele relatou que, atualmente, o setor usa esse sistema para a guarda de 861 livros de registros, além de outros documentos.

Já, para Maria Nilza Borba, chefe do SEGAB, é preciso estar sempre atento à forma de organização dos documentos, independente de como ela seja, pois alguns precisam ser guardados por exigência da legislação, e outros, por seu valor quanto ao conteúdo histórico e sua raridade. "O arquivo do SEGAB guarda coleções importantes, como Leis do Brasil, desde 1808, com aproximadamente 390 exemplares, que foram encadernados e agora passarão pelo processo da higienização; outra coleção que também passará pelo mesmo processo é o da Legislação do Antigo Estado da Guanabara, período compreendido entre 1937a1976", comentou.


Acondicionamento de bandeiras

O Museu da Justiça desenvolveu, também em 2012, através da Divisão de Gestão de Acervos (DIGAC) e do Serviço de Gestão de Acervos Museológicos (SEGAM), um novo sistema para acondicionamento das bandeiras que compõe o seu acervo. Trata-se de uma estrutura de madeira e náilon, tubo de PVC e poliéster, que propicia a sua guarda, sem a necessidade de dobraduras, evitando-se, assim, a criação de "vincos" que, com o tempo, deterioram os tecidos. Cada bandeira é enrolada no tubo de PVC e envolvida com uma capa feita de tnt (tecido não tecido) e velcro, com sensível aumento da durabilidade e preservação delas, em virtude da segurança proporcionada por esse método de armazenamento. Hoje, estão guardadas no Museu 16 bandeiras representativas da história do Brasil.

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