Desembargador Paulo Gomes é o mais novo entrevistado do Programa de História Oral do Museu da Justiça

 

O desembargador Paulo Gomes relembrou ao chefe do SEGAD a época em que atuou como corregedor-geral da Justiça do Rio. Acompanharam a entrevista do desembargador Paulo Gomes (centro), os desembargadores Orlando Secco e Ronald Valladares, além de Gilmar de Almeida Sá.

 


O Museu da Justiça, por meio do Serviço de Gestão de Acervos Documentais (SEGAD) recebeu, recentemente, a visita do desembargador e ex-corregedor-geral da Justiça do Rio, Paulo Gomes da Silva Filho, que deu um rico depoimento pessoal para o Programa de História Oral  da Instituição, que conta agora com 158 entrevistados. Em duas horas de depoimento o magistrado, de 78 anos, narrou, com entusiasmo e saudosismo, toda sua trajetória profissional no Ministério Público e na magistratura do antigo Estado do Rio de Janeiro e do Estado unificado, além de sua experiência como administrador público no Poder Judiciário estadual.

O extinto Tribunal de Alçada Criminal (TACRIM), onde passou boa parte de sua carreira na magistratura, recebeu especial atenção do entrevistado, que revelou detalhes pouco conhecidos da criação do Tribunal do antigo Estado, da sua transferência para a nova Capital, no prédio da Rua Dom Manuel, 29, onde se encontra o Antigo Palácio da Justiça, e também, da especialização do órgão em matéria criminal.

Outro ponto de destaque da entrevista foi o período em que esteve à frente da Corregedoria Geral de Justiça do Rio, do qual detalhou as medidas adotadas na área de fiscalização dos serviços registrais, bem como, o impulso dado ao processo de informatização das serventias e do andamento processual, que simbolizaram um grande avanço na prestação jurisdicional na Justiça estadual.

O desembargador Paulo Gomes da Silva Filho nasceu em Niterói, no dia 03 de maio de 1934. Passou parte de sua infância e juventude na capital fluminense e também em Petrópolis. Tornou-se bacharel em Direito em 1956, pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Em 1971, ingressou na Justiça estadual, na vaga do Quinto Constitucional do Tribunal de Alçada do Antigo Estado do Rio de Janeiro. Foi corregedor-geral de Justiça do Rio, no biênio 2001/2002, entre outros cargos.

Aposentado desde 2004, o magistrado continua prestando importantes serviços à sociedade, atualmente à frente da Comissão de Apoio à Qualidade dos Serviços Judiciais - COMAQ - do Poder Judiciário e fazendo parte, também, da recém-criada Comissão de Ética Pública Estadual, ficou bastante emocionado ao se referir à figura de seu pai, importante magistrado e professor, Paulo Gomes da Silva, falecido em 1988, ao fazer um balanço de sua carreira pública.

Ao final da entrevista, que contou com a participação dos desembargadores Ronald Valladares e Orlando Secco, ambos membros da Comissão de Preservação da Memória Judiciária, Paulo Gomes fez questão de ressaltar seu compromisso com a divulgação de seu depoimento, que já faz parte do acervo audiovisual do Museu da Justiça, e se encontra disponível para consultas pelos interessados e pesquisadores da História recente do Poder Judiciário.