Ilha de edição digital garante salto de qualidade nas atividades do Museu da Justiça

A nova ilha de edição digital do Museu da Justiça, que funciona de forma não-linear e em alta definição, terá várias funções. A equipe atual do Programa de História Oral do Museu da Justiça: Marlize Barros de Souza, Gilmar de Almeida Sá - chefe do SEGAD - e Felipe Cardoso.

 

Para aprimorar os métodos de resgate, preservação e divulgação da memória do Judiciário fluminense, uma receita simples e inovadora: tecnologia. O Museu da Justiça do Rio passou a contar, recentemente, com uma ilha de edição digital não-linear, em alta definição, que dará mais segurança e qualidade ao trabalho desenvolvido pelo Programa de História Oral.

O diretor do Museu, Antônio Carlos Romeo, explicou que a nova ilha de edição cumpre inúmeras funções. "É um salto de qualidade nas nossas atividades. Infelizmente, ainda é comum associar o conceito de museu ao antigo, ao arcaico. Nossa função primordial é garantir e disseminar a preservação da nossa história, mas para isso precisamos trabalhar com recursos modernos", assinala.

Inicialmente, os 172 depoimentos prestados nos últimos 14 anos ao Programa de História Oral estão sendo editados e convertidos do sistema analógico para o digital, o que vai aumentar a qualidade dos vídeos e dos arquivos de áudio. A partir de agora, as futuras entrevistas vão ser filmadas no novo formato, em alta definição. "A coleta e arquivamento de depoimentos se tornou mais ágil, facilitando a disponibilidade do nosso acervo para pesquisadores e magistrados que nos procuram", disse Felipe Cardoso, operador de vídeo do Programa de História Oral do Museu da Justiça.

Além da edição dos relatos feitos por magistrados, advogados, políticos e antigos servidores do Poder Judiciário, o novo equipamento já funciona para filmagem e edição dos eventos importantes do Museu, como a abertura da exposição sobre a história do Direito Ambiental, inaugurada em junho. Antonio Carlos acrescentou que o próximo grande evento - o I Seminário Nacional de Museus e Centros de Memória do Judiciário -, no final de agosto, será gravado integralmente em alta definição e terá uma versão editada em forma de compacto. "Nós precisamos ter o registro integral dos eventos do Museu, mas é importante também utilizarmos a ilha para produzir material de divulgação", ressalta.

O que é o Programa de História Oral

O Programa de História Oral do Museu da Justiça foi lançado em 1998, por iniciativa do desembargador Luiz César Aguiar Bittencourt Silva, com o objetivo de desenvolver um trabalho de pesquisa historiográfica, coletando depoimentos que ajudassem a perpetuar a história do Poder Judiciário fluminense por intermédio de seus agentes. A realização é do Serviço de Gestão de Acervos Documentais (SEGAD), que faz parte da Divisão de Gestão de Acervos (DIGAC), do Departamento de Gestão da Memória do Poder Judiciário (DEGEM), da Diretoria Geral de Gestão do Conhecimento (DGCON) do TJ do Rio.

O Museu da Justiça fica na Rua Dom Manuel, 29 - Centro, dentro do Antigo Palácio da Justiça.    

Mais informações, pelo site www.tjrj.jus.br, link Institucional / Museu da Justiça