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1ª Vara da Infância lança projeto social pioneiro neste carnaval

Notícia publicada pela Assessoria de Imprensa em 2017-02-24 15:17:00.879

Com o intuito de proteger crianças que ficam expostas no carnaval enquanto seus pais trabalham, o juiz Pedro Henrique Alves, da 1ª Vara da Infância, Juventude e Idoso da Capital, uniu-se à Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) para criar o projeto Proteja Rio – Espaço Temporário de Convivência.  Completando a parceria, o Educandário Romão de Mattos Duarte, no Flamengo, ficará disponível para receber, durante esse período, crianças entre zero e 11 anos.

A ideia surgiu da percepção de uma quantidade muito grande de crianças que ficavam expostas quando os pais iam trabalhar no comércio ambulante nesta época festiva. São trabalhadores humildes, com poucos recursos financeiros, que não teriam condições de deixar seus filhos com babás e cuidadores. Diante disso, o juiz Pedro Henrique pensou na possibilidade de um sistema de creches direcionada a essas pessoas.

“Como essa ideia é inovadora, nós ainda não possuímos um feedback específico de como irá funcionar. Primeiramente, iremos abordar as pessoas, orientá-las sobre o serviço que está sendo disponibilizado. É importante que percebam que não é um acolhimento institucional, e sim um direito que está sendo colocado à disposição deles. Essas crianças ficarão acolhidas, não no sentido jurídico e sim no sentido do bom tratamento, para se divertirem e participarem de atividades lúdicas, enquanto seus pais vão ganhando o pão do seu dia a dia”, explicou o juiz.

O projeto contará com quatro equipes da SMASDH atuando no Centro, Sambódromo e entorno. No Educandário, a criança terá alimentação, higiene, locais para dormir, atividades lúdicas, recreativas e pedagógicas. O serviço funcionará 24h durante o período do carnaval (24 a 28 de fevereiro), sendo o horário de retirada e entrega das crianças pelos pais ou responsáveis restrito ao intervalo das 8h às 17h.

“Nós já temos mecanismos de atuação para quando algum problema ocorre, esse é um projeto preventivo. Tirando a criança da rua preventivamente, ela não estará exposta a nenhum risco social. Estamos fazendo agora uma campanha informativa através das rádios, que acredito que seja o instrumento mais rápido que irá tocar o coração dessas pessoas, para que tenham conhecimento do serviço que está sendo disponibilizado”, declarou o juiz Pedro Henrique.

Foto: Brunno Dantas /TJRJ

RP/SF