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Acervo do CCMJ conta a história do Rio e do país

Notícia publicada pela Assessoria de Imprensa em 2018-02-09 09:22:00.0

No meio de prédios modernos e da correria do Centro do Rio de Janeiro, uma construção histórica na Rua Dom Manuel guarda a memória de outros tempos, quando o Rio ainda era a capital do Brasil. Ao lado do Fórum da Capital do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) é possível admirar a arquitetura do Antigo Palácio da Justiça, inaugurado em 1926. Antes Corte de Apelação do Distrito Federal, Tribunal de Justiça do Estado da Guanabara e Tribunal de Alçada Criminal do Estado do Rio, hoje o local abriga documentos e objetos que contam a história do Judiciário fluminense e do Rio de Janeiro.

O Serviço de Acervo Textual, Audiovisual e Pesquisas Históricas (Seata) do Museu da Justiça Centro Cultural (CCMJ) é responsável pelos processos, livros de registros e toda forma de documentação processual, inclusive áudios e vídeos de audiências e sessões. O objetivo do projeto é a restauração e preservação de arquivos a fim de auxiliar trabalhos de pesquisa e aprimorar o acesso à informação de estudantes, magistrados, historiadores, entre outros.

O acervo tem mais de 24 mil documentos digitalizados. Muitos deles contam a história do Rio e do Brasil desde a época de colônia até a República, como registros de compra e venda de escravos, inventários de eminências da vida pública e processos criminais de grande repercussão. O arquivo histórico também tem mais de 170 arquivos audiovisuais de depoimentos e entrevistas com personalidades da Justiça fluminense.

As obras de restauração do Palácio em 2009 adaptaram o prédio aos tempos modernos, mas sem negligenciar espaços e objetos do século XX que ainda compõem o local. Atuando na preservação, o Serviço de Acervo Museológico e Iconográfico (Seami) organiza pesquisas e catalogação dos objetos históricos, mantendo em seu acervo o mobiliário, quadros, condecorações iconografias e outras peças que representam os velhos tempos do prédio.

Com a missão de difundir o conhecimento, outra forma elaborada pelo CCMJ para resguardar a memória carioca é a promoção de atividades culturais. Exposições, visitas mediadas, exibição de filmes, cursos, concertos, leituras dramatizadas de grandes clássicos do teatro, entre outras atividades, foram idealizados com o objetivo de tornar o Palácio em um espaço mais atraente e interativo, indo além da ideia tradicional de museus apenas expositivos.

 

Foto:Brunno Dantas/TJRJ

JGP/JM