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Desau e Esaj promovem palestra sobre Aids e qualidade de vida

Notícia publicada pela Assessoria de Imprensa em 2017-12-06 14:27:00.0

Difundir conhecimento sobre Aids e qualidade de vida. Esse foi o objetivo da palestra sobre o tema realizada pelo Departamento de Saúde (Desau) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) e pela Escola de Administração Judiciária (Esaj) na última terça-feira (6/12) no auditório José Navega Creton, no Fórum Central. A ação faz plano do Plano de Logística Sustentável (PLS) do TJRJ.

No evento, o médico Alfredo Iturriet, chefe do Serviço de Saúde Ocupacional do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), destacou que, em pleno século XXI, o sexo permanece cercado de preconceitos, mitos e tabus. “Ideias míticas levam a comportamentos inadequados e a doenças”, afirmou, citando que há pelo menos 80 doenças que podem ser transmitidas pelo ato sexual. 

O médico citou ainda revoluções recentes ligadas à sexualidade: a pílula anticoncepcional, a revolução econômica feminina, a autonomia da mulher sobre escolher ou não o casamento e a epidemia de Aids a partir de 1980. Ele ressaltou que qualquer pessoa pode pegar Aids e que os portadores do vírus HIV, que causa a doença, podem ficar até dez anos sem manifestarem os sintomas. “O vírus é extremamente democrático, atinge todas as classes sociais e pessoas com todos os tipos de comportamento”, destacando ainda que há um pico de crescimento no número de pessoas de meia idade com HIV. “Toda pessoa com vida sexual ativa, não importa a idade, deve se proteger”, afirmou.

Ele lembrou que a Aids tem controle, mas ainda não há cura. Segundo o especialista, os coquetéis antirretrovirais mantêm a carga viral baixa, no entanto, há efeitos colaterais. Por isso, o uso do preservativo, a camisinha, é tão importante. “Ela é conhecida como ‘vacina tripla’, pois protege da Aids, das demais Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e ainda é um método contraceptivo eficaz”, reforçou.

No encontro, o médico também deu dicas sobre como preservar a vida sexual saudável, entre elas, não abusar de bebida alcoólica, evitar a obesidade e o tabagismo, adotar uma alimentação saudável e praticar atividade física. “Sexo saudável, bom e natural tem que ser com conforto, respeito a terceiros e com responsabilidade”, disse.

O evento também contou com a palestra do enfermeiro André Luiz Sousa de Oliveira, supervisor de educação permanente do hospital Quinta D’or. “Temos apenas uma vida e precisamos preservá-la. A Aids não tem cara, cor, sexo ou idade. Use camisinha”, reforçou, reforçando que o número de novas contaminações continua crescendo  e que a presença de HIV na terceira idade cresceu mais de 80% nos últimos 12 anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Entre as medidas citadas para mudar essa realidade, estão informar e continuar com as campanhas de prevenção, capacitar os serviços para atender à população, intervenções terapêuticas imediatas e ausência de discriminação.

De acordo com os dados apresentados, 64,9% dos portadores de HIV são do sexo masculino e 35,1% do sexo feminino. O Brasil é um dos países que mais se destacam no combate à Aids, além de ser líder em distribuição gratuita do coquetel anti-HIV. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, gratuitamente, 22 medicamentos para os pacientes soropositivos.

SP/PC

Fotos: Brunno Dantas/TJRJ e Felipe Cardoso/TJRJ