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Justiça Cidadã: encontro quebra barreira entre magistrados e sociedade civil

Notícia publicada pela Assessoria de Imprensa em Fri Mar 17 21:07:00 BRT 2017

Líderes mais humanos. Esse foi o tom da palestra de reciclagem do Programa Justiça Cidadã, que na tarde desta sexta-feira, 17, no auditório desembargador José Navega Cretton, no Fórum Central do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), empenhou-se em construir pontes entre magistrados e sociedade civil.

Discutindo os temas “A Estrutura, Composição e Finalidades do CNJ” e “Experiências de Trabalho na ONU”, o encontro reuniu o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)  Lelio  Bentes Corrêa e a juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Sandra Silvestre de Frias Torres com os participantes dos cursos regulares do projeto, compostos em boa parte por líderes comunitários. A mediação da mesa ficou por conta da coordenadora do Justiça Cidadã, a desembargadora Cristina Tereza Gaulia.

“Vamos fazer um trato? Vamos renunciar à indiferença”, pediu o ministro do TST, que além de explicar o funcionamento do CNJ e de trazer dados alarmantes sobre a exploração de trabalho ilegal – segundo ele, 21 milhões de pessoas trabalham em regime de trabalho escravo no mundo -, fez questão de ressaltar a necessidade de sensibilidade na ação dos magistrados. “Um bom juiz tem que ser imparcial, íntegro, diligente, estudioso, mas, aliado a todos esses critérios, é preciso que ele seja humano. Um juiz que não tenha compromisso com a humanidade, que não saiba se colocar no lugar do outro, não pode ser um bom juiz”, observou.

A juíza Sandra Silvestre também endossou esse discurso. Relatando seu trabalho com a Justiça Itinerante em Rondônia e sua atuação junto à Organização das Nações Unidas (ONU) compondo o tribunal de julgamento de crimes hediondos e graves violações de direitos humanos nas forças de paz no Timor Leste, a magistrada destacou a importância da atividade dos participantes do Programa Justiça Cidadã: “Cada um de vocês tem responsabilidade social. Responsabilidade de buscar todo esse conhecimento que estão adquirindo aqui, inteirar-se dele, apropriar-se dele e a partir daí compartilhar com as pessoas no ambiente em que cada um vive”, concluiu.

 

Sobre o projeto

Criado em 2004, o Justiça Cidadã é um programa de formação continuada que visa a promover a inclusão social e o exercício de uma cidadania mais responsável, crítica e consciente, por meio de ações educativas que esclareçam o cidadão sobre seus direitos e deveres, orientando-o, ainda, como e quando recorrer ao Judiciário na defesa dos seus interesses individuais e coletivos. Mais de  mil pessoas já foram capacitadas.

Tendo como público-alvo lideranças comunitárias, membros de associações e participantes da sociedade civil que estejam envolvidos com a promoção de uma vida mais digna para todos, seu principal objetivo é capacitar agentes multiplicadores de informações básicas para prevenir e pacificar conflitos por meio de conciliação e informação, além de incentivar a utilização de órgãos públicos para zelar e proteger os interesses dos cidadãos, entre os quais Conselhos Tutelares, Procons e Deams.

RC/AB