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Três casais italianos adotam grupo de seis irmãos

Notícia publicada pela Assessoria de Imprensa em 2015-08-07 14:58:00.133

“Estamos realizando o sonho de formar a nossa família”, contou o casal de operários Alessandro e Veronica prestes a retornar para a cidade de Frosinone, a 150km de Roma, na Itália, com a filha L. M.. Casados há 18 anos, os dois estavam tentando a adoção há oito e só conseguiram adotar aqui a menina de três anos de idade porque, neste caso, foi feita uma adoção conjunta de um grupo de seis irmãos por três casais de italianos. Em regra, no Brasil, não são disponibilizadas crianças menores de cinco anos para a adoção internacional. Eles chegaram ao Rio de Janeiro em junho para o estágio de convivência com L.M. que parte, na próxima semana, para a Europa com os pais. Para a juíza Monica Labuto Fragoso Machado, que proferiu, no último dia 27, as sentenças de adoção das seis crianças, “atualmente, em nossa legislação, o instituto da adoção mudou de finalidade, passando a atender principalmente aos interesses do adotado, objetivando dar-lhe um lar, uma família” e, “na hipótese dos autos, os requerentes demonstraram reunir condições para o pleno exercício do encargo pleiteado”.

Os empresários Danilo e Ramona, pais adotivos dos meninos D.P. e M.P., de dez e oito anos de idade, esperam preencher a falta de afeto que os filhos viveram aqui até serem adotados. “Queremos que eles cresçam bem e formem sua própria personalidade”, afirmaram os italianos residentes na Sardenha, acrescentando que, durante esses quase dois meses de convivência no Brasil, as três famílias procuraram se entrosar para manter o vínculo entre os irmãos depois do retorno à Itália.

A médica Gabriella e o bancário Francesco contaram que a vida deles já mudou muito desde o início do estágio de convivência com os filhos, L. B., V.B. e A.G.B., de 14, 12 e seis anos de idade, respectivamente. “Estamos com a família completa e, agora, nós temos o que almejar para o futuro”, disse Gabriella. Para o casal, o mais importante daqui para frente é que as crianças possam estudar, se divertir e recuperar a infância.

A dois dias de embarcar de vez para Napoli com as irmãs V.B. e A.G.B., o mais velho dos seis irmãos, L.B., está feliz com a nova família que, segundo ele, além de legal e divertida, está tentando fazer o melhor para eles. O menino revelou ainda sentir-se aliviado por saber que será mantido o contato e vínculo entre todos os irmãos porque essa era a sua maior preocupação. “Espero que nos adaptemos o mais rápido possível, façamos novos amigos e também que os familiares se adaptem a nós”, revelou.

Todo o processo de adoção do grupo foi supervisionado pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional (Cejai), que é a autoridade central encarregada de dar cumprimento às obrigações impostas pela Convenção de Haia, em cada estado da federação. A Cejai do Estado do Rio de Janeiro começou a funcionar no final do ano de 1996 e tem a competência de promover o estudo prévio e a análise dos pedidos de habilitação para adoção formulados por pretendentes estrangeiros ou brasileiros residentes ou domiciliados fora do país.

MB/SAF