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Atualmente, o Estado do Rio de Janeiro conta com cerca de 93 mil vagas para jovens aprendizes, e menos de 50 mil estão preenchidas. Há, portanto, mais de 40 mil vagas ociosas em empresas privadas e públicas, que descumprem a determinação legal de inclusão e profissionalização de jovens. 

Por outro lado, existem em todo o Estado cerca de 4 mil jovens em situação de alto risco social ou de vulnerabilidade, por estarem acolhidos em instituições, sem qualquer possibilidade de vínculo com suas famílias biológicas, ou porque estão cumprindo medida socioeducativa por terem praticado algum tipo de infração.  

A inserção no mercado de trabalho, através da participação do Programa Jovem Aprendiz, é a melhor forma de reduzir a situação de risco social em que se encontram, pois possibilita que os adolescentes acolhidos adquiram alguma autonomia financeira antes do desligamento obrigatório do abrigo, que ocorre aos 18 anos, e que os adolescentes socioeducandos percebam, através dos valores do trabalho e da livre iniciativa, que há outro caminho possível sem ser o mundo do crime que lhes é apresentado.

Para que esse novo caminho seja mostrado a esses jovens, é fundamental que a sociedade civil se envolva e cumpra seu papel como ator na redução da desigualdade social através do cumprimento das cotas de aprendiz, oferecendo oportunidade a esses dois grupos para participar de processos seletivos, bastando destinar apenas 5 por cento das vagas existentes para que todo o público em severa vulnerabilidade seja atendido.